25
Jan
12

o que move?

Esta maravilha, é o Allila Villas Uluwatu, usufruindo do estonteante e irresistível horizonte de Bali, península de Bukit, concebido pelo escritório  WOHA Arquitetos . Eles  trabalham  principalmente em regiões tropicais e  sua equipe se especializou em prédios de grande porte, porém profundamente comprometidos com    aspectos verdes e sustentáveis. Vale a pena conhecer um pouco mais do trabalho dos meninos.

Mark Edleson founder of Alila Hotels and Resorts enjoying the view from the Alila Villas Hadahaa

Com esse visual, faço minhas, as palavras do monge budista Shogio Gustavo Pinto. Como sempre digo, arquitetura, provoca sensações.

Plenitude, é a alegria de confiar na vida plenamente. Confiar no melhor de cada pessoa, de si mesmo, e do futuro. É a alegria de confiar que há um sentido maior para tudo. E que a vida, só é finita, neste estágio aqui. É a alegria de sorrir, sem precisar de outro motivo, além da inabalável confiança na vida. O melhor, está sempre por vir.  O que não podemos entender, podemos confiar.

É o que move! “ 

16
Jan
12

a forma do som?

Parece que o designer Philip Michael Wolfson levou bem a sério quando foi convidado  para criar uma peça escultórica para  o lançamento do Scotch Whisky Glenmorangie em Taiwan, China. Criou o bar  que tem  o visual concreto do  desenho do comprimento de onda gerada por um gráfico para derramar uma dose do líquido em um copo de cristal.  Melhor dizendo  -  o som traduzido em um objeto tangível!!

“Zuzu bem”,  Ick, ick…mas uma  pergunta me intriga: Quantas doses do “precioso líquido” o designer teve que tomar para conceber tal criação ?

Espero também que essa experiência razoavelmente bem sucedida, não o habilite a sair por aí tentando materializar o som dos pensamentos das pessoas. Já pensaram nas  trapizongas  com as quais vamos nos deparar? Credo!

16
Jan
12

criações

  

Essa, é  mesa Dumont, criada pelos designers Ronaldo Duschenes  e Dar Beck. O  banco People a baixo é uma criação coletiva  dos designers  Júnior Ramos, Marcelo Figueiredo, João Rocha Raposo e equipe: João Manoel Santos,  Patrícia Neves, Roberta Loiola, Rosinaldo Braga, Sandro Silva e Waldeilson.

Tanto a mesa quanto o banco, foram criados  e premiados pelo IDEA BRASIL 2011, versão nacional do maior prêmio de design dos EUA.

Os nomes já não deixam dúvida . A mesa é nitidamente inspirada nas formas  dos aviões Demoiselle, criados por Santos Dumont no início do século XX. Já o banco People, vem cheio de irreverência e apelo visual, reunindo numa só peça, aspectos de design gráfico e design de produto, aliando caráter lúdico e aspectos técnicos  muito bem amarrados. Reflete o vai e vem das grandes cidades e o aglomerado urbano.

Tudo muito legal e cheio de personalidade.

06
Jan
12

que paisagem é essa?

” O bom design pode melhorar a vida de quem fizer uso dele” . Foi com esse olhar  que o fotógrafo Julius Shulman, realizou o seu trabalho e  deu vida as fotos dos  projetos de  arquitetos como Frank Lloyd Wright, Mies van der Rohe, e muitos outros mestres. Foi o primeiro fotógrafo a colocar pessoas dentro dos cenários  fotografados, atitude até então inédita, em se tratando de fotos de arquitetura.

Falecido em julho de 2009, é considerado um dos maiores fotógrafos na área. As fotos que concebeu da Case Study House #22, 1960 Los Angeles  ( imagem ao lado)  de Pierre Koenig, e da Kaufmann House (1947, Palm Springs), de Richard J. Neutra, estão entre as mais iconicas imagens de arquitetura do século XX. Ele esteve, também,  em Brasília, pelos idos de 1963,  fotografando a cidade.

Quando criança, aquelas imagens, embora um tanto distantes nas revistas,  me chamavam atenção –  não propriamente  pelo enfoque da arquitetura, pois na época nem me interessava  pelo assunto –  mas pelo cenário clean, com pessoas maravilhosas transitando em salas enormes ou sentadas em sofás pra lá de confortáveis, curtindo a paisagem  do alto das colinas. Aquilo me proporcionava uma sensação extremamente agradável. Achava tudo muito chique. Ficava imaginando sobre o que aquelas pessoas estavam conversando, que tipo de vida levavam … Queria morar numa casa como aquelas e poder brincar com meus carrinhos,  usufruindo daquela modernidade e do visual, tão diferente da minha realidade de casa e  de vida de  classe média brasileira,  onde a   paisagem  mais próxima, era a goiabeira no quintal do meu amigo, na qual até uma casa sobre seus galhos, tentamos construir,  mas a avó dele, deu um jeito de deletar a empreitada.

Kaufmann House (1947, Palm Springs)

Julius Shulman, Portfolio #04 - Case Study House #8

05
Out
11

tudo se transforma

Como diz o cult cantor uruguaio,  Jorge Drexler,  “nada es más simple, no hay otra norma: nada se pierde,  todo se transforma.”…

Qualquer semelhança   da foto acima, efeito da erosão, com  o projeto (foto ao lado),   não sei se é mera coincidência. Olha só essa parede  do projeto, não tem tudo a ver ?  O fato é, que  o lugar é real e  existe.  A foto foi feita nas  dunas  do Arizona, segundo o site  www.chilloutpoint.com,  e  esculpida pela natureza, com toques de erosão da terra e sedimentação de rochas.  Olha aí a nossa abundante e generosa  ” sister”,  nos  ofertando de bandeja, uma paisagem  absolutamente onírica, poderosa,  e mais, dando um toque sutil,  de inspiração para a arquitetura dos queridos caboclos holandeses.

Pegando carona nesse tema, “erosão”,  o  designer irlandês  Joseph Walsh , deita e rola nessa paisagem , criando a  Table Erosion II Dining,  explorando, conforme suas palavras, os efeitos que a erosão causa no solo.  Isso o leva também, a uma  incrível incursão no universo da madeira.

Bem dessa vez acho que fui longe demais, misturando música, design, arquitetura e até… erosão ?!. Independentemente de análises estéticas, acho mesmo que  tudo é uma coisa só,  apenas com endereços diferentes.  Sabe que o nosso cantor está no caminho certo : “nada es más simple, no hay …

       

03
Out
11

um gigante delicado

Este é o BP OFFICE, o escritório de uma empresa de refinaria de petróleo, localizada em Rotterdam Holanda, projetado pelo studio  GROUP A .  Repara só no grafismo desta  super parede ao lado. Tranasporta qualquer mortal para outros planos.  O que acontece depois dela ?  A  impressão que me dá,  é  a de que estamos entrando num filme de ficção científica e viajando à velocidade da luz.   Isso é arquitetura cumprindo sua função. Surpresa e visual, forma , função. A integração dos escritórios e recepção em perfeita sintonia .  A incrível estrutura metálica e vidro, que também serve como iluminação zenital, a implantação do prédio e sua inserção na paisagem, com uma volumetria imponente, sem ser agressiva.  Luz , movimento e amplitude visual, tudo na exata proporção.
02
Out
11

console

Requinte , harmonia, proporção exata e leveza. Com esses ingredientes  Piero Lissoni ,  criou o console  Ponte. Constituído de três finos planos de vidro – um como superfície horizontal e dois de apoio. Cada plano do vidro laminado, é composto de duas folhas que permite o uso de cores em suas faces. Simples e elegante.

21
Set
11

clube do artistas

…” Vastas aplicações para um termo, que somente se faz existir, pelo fato de estar associado a limites…”  É com esse mote que Celso Orsini, meu grande e querido amigo, mais Adriana Rocha, Ana Michaelis, Carlos Camargo, Cris Rocha e Patricia Furlong,  abrem a exposição Territórios sem fronteiras, na galeria CONTRAPONTO, Rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena.

Além da coletiva,  Celso Orsini, que  está numa fase de produção  super intensa, vai fazer uma exposição  individual chamada Instabilidades,  na galeria  mônica filgueiras / eduardo machado, Rua Bela Cintra, 1533 –  com abertura em 13/10/2011. As telas a seguir, fazem parte desta exposição individual, que vai até 05/11/2011.

15
Set
11

um outro olhar

Atreva-te se podes, ambiente criado por Encarna Romero Barella para a Casa Madri 2010, em Madri, convida os visitantes a ultrapassar as rígidas fronteiras do bom gosto convencional

Tenho feito o exercício  de me  permitir um outro olhar para tudo, inclusive para o espaço  que me rodeia . Um novo olhar, sem críticas, nem ironias, mas que me traga abrangência, abundância e generosidade! Sensação de janela aberta. Brisa alvissareira arejando  meus pulmões.

Sentir-me atraído pela transformação. Compreender as diferenças.  Queimar preconceitos feito sutiãs. Deletar filmes e lugares que já não  tem mais nada a dizer. Limpar espaços, rever  idéias. Carimbar o visto de saída do velho, que ainda se impõe vigoroso e  forte e amparar com força o novo,  que chega inseguro e tímido.

Muito já se falou sobre  o espaço enquanto suporte da arquitetura.  Nesse tempo todo, só consegui puxar uma pequena ponta desse gigantesco iceberg  - o espaço não é só físico, mas um mix de informação. Traz várias sensações e interpretações. Nada é exatamente o que parece. Cabe a nós desvenda-lo exercitando outros sentidos. Ir além.  Investigar o   que  ele revela, o que esconde.

Minimal, brega, descolado, chique ou modernex,  nada pode ser forçado.  Só funciona se tem alma e for  preenchido pelo calor e pela energia de quem  o habita.   Sabe quando o ser humano é mais feliz? Quando ele não precisa mais provar nada a ninguém. Transita  com desenvoltura  por sua própria taba.

Um pilar descascado, revelando a  textura e a estrutura do concreto, um móvel que traz história, uma parede com a herança do revestimento anterior. Uma peça antiga que só faz sentido para quem  mora ali, ou até mesmo  um brazão da família em cima da lareira!!  Enfim   histórias! Somos feitos das nossas histórias,  que podem ser essenciais,  e não pesados fardos.   Histórias  pontuam nossa vida. O espaço, é  o palco onde se desenrola a nossa história .

Descobri que existe uma estética na imperfeição. Descobri que posso me apropriar dela,  desde que não seja por preguiça ou incompetência. Apenas por identificação. A imperfeição  trabalha a nosso favor.  Ironicamente nos coloca em harmonia com o caus no qual  nos inserimos, e do qual não conseguimos sair . Somos, desequilibrados, esquisitos, insanos , mas extremamente  interessantes e com uma imensa capacidade de adaptação a qualquer circunstância.

O que dizer então, da cadeira “do papai”  que faz massagens nas costas, colocada em lugar de destaque,  como a mais envenenada das chaises? Quadros tipo “incêndio na floresta” envolvidos em efeito de luz, dando  a sensação de movimento? Sancas! Lustres mirabolantes, objetos estranhos quase bizarros… Essa,  foi a paisagem que se descortinou diante de mim, ao entrar na casa de pessoas que não via há anos, e que num gesto absolutamente generoso e simpático,   abriram  seu espaço, para uma confraternização, sem saber que me proporcionariam  um flasch back de mais ou menos quarenta anos. Cabeça, tronco e membros, totalmente mergulhados num túnel do tempo,  jogando luz sobre fatos que já nem lembrava mais.

Num rápido momento de pânico,  acionei meu replicante.  Recurso que lanço mão  para me substituir, quando farejo situações de alto risco, envolvendo enrrascadas/ programas de índio. Porém, meu fiel escudeiro, foi logo  tratando de me tranquilizar, sussurrando aos  meus ouvidos do alto de sua sapiencia : Relax brother, isso que você está vendo,   chama-se  autenticidade e estilo. Hoje você não vai precisar de mim.

Naquele ambiente,  que  aparentemente  não tinha nada a ver comigo, por puro preconceito, quase perdi chance de  passar  um dos momentos mais felizes da minha vida. Fellini estava lá e eu nem me dera conta.  Revi pessoas, lembrei de situações. Ri de mim mesmo. Me toquei que  história é a única bagagem que podemos carregar neste mundão, e de uma certa forma, minha história estava inserida naquele espaço.  Constatei que ali, embora diferentes da minha tribo,  vivem pessoas absolutamente tranquilas educadas, doces,  felizes e  cheias de personalidade e atitude.

Depois dessa sutil lição, recolhi a minha imensa cauda de crocodilo pré histórico, e descobri que existe vida além do meu próprio umbigo. Cada espaço revela uma emoção diferente.  Disso não tenho mais dúvida. Dei férias ao meu replicante pelos serviços prestados e cheguei à seguinte conclusão: A coisa mais moderna deste mundo, é ser autentico como aquelas  queridas pessoas,   que são donas do seu espaço, são extremamente felizes….e não precisam provar nada a ninguém.

06
Set
11

comer, beber e …. rezar!

  The Taiwan Noodle House restaurant,  Beijing – China-  cujo interior foi desenhado pelo escritório   Golucci International Design . O grande barato, fica por conta do  painel feito de pratos de porcelana chinesa. Apanhe um prato e deleite-se!




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+eficiência+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

Acessos

  • 72,067 acessos

 

Janeiro 2012
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Páginas

twitter


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.