Arquivo de Março, 2010

31
Mar
10

dupla dinâmica

Divulgação: Hisao Suzuki/SANAA

Novo Museu de Arte Contemporânea – Nova York (EUA)

Considerado o Nobel da arquitetura, o Pritzker foi criado em 1979 pela Fundação Hyatt para homenagear, em vida, um arquiteto cuja obra demonstre qualidades como talento, visão e compromisso, e traga uma contribuição significativa para a humanidade e para o ambiente construído.

Os arquitetos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, sócios do escritório SANAA, venceram o Pritzker 2010, anunciado neste domingo (28), onde os jurados  reconheceram nos projetos da dupla, uma arquitetura delicada e poderosa simultaneamente. Características que os japoneses sabem explorar como ningúem   Esta é a terceira vez que o prêmio de arquitetura é concedido a dois arquitetos simultaneamente. Esta dupla já vem dando o que falar há algum tempo. Veja post publicado neste blog

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26
Mar
10

objeto não identificado

O arquiteto e designer  alemão, Timothy Schreiber, que atualmente vive  em Londres, usou um software desenvolvido especialmente para gerar as formas que ele queria para a sustentação da mesa E-volved .  As vezes essa parafernália criativa não quer dizer muita coisa,  mas nesse caso vale à pena conhecer um pouco mais do trabalho desse cara.  A impressão que se tem é que a peça é feita de um material vindo de outra galáxia, tipo um mercúrio congelado,  na verdade alumínio polido, cortado à laser.  O resultado é uma peça orgânica, com superfície altamente reflexiva, mudando  o visual a cada ângulo de visão. Dê uma passada no site  http://www.timothy-schereider.com

21
Mar
10

tudo se transforma

O arquiteto Marcio Kogan, lança em breve uma linha de mobiliário em parceria com a loja Micasa, chamada Próteses e Enxertos.  Interessante  é  que as peças são feitas,  com as  sobras de material dos canteiros de obra dos projetos realizados pelo seu escritório, inspiradas nas soluções  simples e intuitivas dos operários da construção civil . Peças como bancos, mesas e pequenas estantes feitas por eles  para usar como suporte para o seu trabalho,   durante a execução da obra, e  que depois  viram entulho.

A idéia e mexer o menos possível nas peças,  somente o necessário para viabilzar a execução.

Isso me faz lembrar de uma bancada que foi usada durante a obra de uma amiga na praia, nos anos 90 e que com o términdo permaneceu no local, inserindo-se harmonicamente e com charme na arquitetura de Gianfranco Vanucci , autor do projeto. Constava de um tampo de madeira e dois cavaletes, apresentando todas as marcas da obra. Eu sempre gostei da idéia. Pronto, agora já está ai!

18
Mar
10

A insustentável leveza da sustentabilidade

Muito se tem falado no termo “sustentabilidade”. Não tenho a pretensão, nem de gerar desconfiança no incensamento que a mídia vem fazendo ao tema, e claro, nem dar a palavra final, apenas refletir um pouco, expor minha opinião, gerar alguma discussão, que é uma das propostas do blog.

Observar um tema que não dá para ficar alheio, mesmo porque, não está restrito apenas a arquitetura, mas a vida em geral. Novas atitudes, mudança de comportamento, novas posturas em relação ao que nos rodeia, novas responsabilidades, questionamentos constantes, educação, aprimoramento, anexação de boas  e novas experiências, ainda um tanto inseguras e tímidas, em detrimento das ultrapassadas e antigas.

Acabamos achando que sustentabilidade e respeito à ecologia, são posturas que surgiram agora, que  o  planeta resolveu se manifestar, dando um basta às atrocidades que o homem vem cometendo contra ele. Associou-se o termo sustentabilidade  ao conceito de modernidade – aí    então, não importam os meios mas  os fins. Se consigo um selo qualquer de sutentabilidade para o meu produto, ok, estou dentro!! Em contrapartida,  muitas cabeças antenadas, já se preocupavam com isso desde quando pensávamos que os recursos do planeta eram inesgotáveis e infinitos.

Hoje, tudo é sustentável, de maquiagem a celular, de micro-ondas a raquete de tênis, de salsicha a I-pod, de chave de fenda a casaco de pele. Se não for feita qualquer  menção ao tema na apresentação,  seja lá o que for oferecido, está fora da nova ordem, obsoleto ou fadado a ficar encalhado nas prateleiras.

A boa arquitetura, o bom par de sapatos, o bom ser   humano  com potencial para ser educado, já nascem sustentáveis, assim como qualquer atitude ou criação preocupada com o bem estar do planeta e  de toda  a sua população. Portanto não necessitam de selos de qualificação.

O que significa morar num edifício com certificação  ecologicamente correta, mas adotar uma postura completamente oposta – entrar na garagem, acelerar o carro até o vizinho ficar com falta de ar, de tanto engolir fumaça,  abrir o vidro e jogar juntamente com um maço de cigarros, uma lata de refrigerante?  Sustentabilidade nasce com a educação e respeito ao próximo e a si mesmo.

Um dos principais focos da   arquitetura, é a sustentabilidade,  tem muita coisa séria e genial sendo feita por aí . Arquitetura sustentável, torna-se redundante.   Muitas vezes vemos uma edificação projetada sem critério ou envolvimento algum com a questão e que para obter o famigerado selo de “sustentabilidade”,  lança mão de   quantias astronômicas, para adequa-la a tal categoria. Estamos cansados  de nos depararmos com  prédios ostentando enormes panos de vidro na fachada, completamente fechados,  sem a mínima preocupação com  o recurso da ventilação cruzada, mas dotado de um sistema de ar condcionado  caríssimo de última geração,  que traz em sua carcaça, sei lá por qual motivo,  o selo sustentável. Arranha-céus com um sofisticado elevador, que não leva só os passageiros às alturas, mas também o preço da obra, extorquindo  seus condôminos, até a última gota de sangue para a sua manutenção. Será que isso é uma atitude  sustetável??

Entre muitas outras, uma das funções da arquitetura, além de “educar” a morar, sempre foi   viabilizar   projetos, bem resolvidos  para que as pessoas pudessem interagir de forma saudável com o espaço, levando em conta os fatores que dão  as melhores condições de habitabilidade, como: boa iluminação, ventilação, circulação, uso correto dos materias alternativos, que não sejam perecíveis, implantação em harmonia com o entorno, permitindo boa permeabilidade para o solo, um eficiente sistema de coleta e reaproveitamento de água, reciclagem de lixo,  tudo isso aliado ao fator estético, e por aí vai.

Todo o processo de sustentabilidade deve estar conectado à técnicas avançadas e desenvolvidas da construção civil  que além de agilizar a obra, não poluam ou deteriorem o canteiro, ocasionando enorme quantidade de entulhos, que posteriormente deverão ser recolhidos por caçambas e jogados sabe-se lá onde.

Há de levar-se em conta também a inclusão social, com a  educação e capacitação da mão de obra, aquisição de  tecnologias avançadas e  parcerias com industrias competentes, que utilizam de forma racional os recursos naturais e prezem pela saúde,  lazer e qualidade de vida  de seus funcionários.  Portanto sustentabilidade é a preocupação com um processo que vem lá do início e não represente   simplesmente um resultado. Tem  mais a ver com educação e aprimoramento pessoal, transformação, preocupação com o impácto ambiental,  pesquisa constante de novos materiais, reaproveitamento das sobras, do que com selos que o tempo pode arrancar rapidamente de certos  “monumentos”.

A saída? Talvez seja,  humildemente colocarmos em prática, os resultados do nosso total e constante  empenho nessa empreitada, afinal, o que além disso pode “sustentar” o nosso espírito?

17
Mar
10

and the winner is…

Marcelo Scandaroli

O edifício Harmonia 57, projetado pelo escritório brasileiro Triptyque, foi o vencedor na categoria Obras Concluídas, conforme o prêmio oferecido pelo Zumtobel Group Awards, por sua contribuição e comprometimento com a melhoria da qualidade de vida

O edifício comercial Harmonia 57, que fica na rua de mesmo nome na capital paulista, instiga os desavisados a conhecer melhor o projeto e torna-se simples após uma análise mais atenta. Ao pretender arejar o prédio, o grupo Triptyque buscou soluções como os dois blocos suspensos que formam jogos de volumes vazados, semivazados e edificados. Persianas de eucalipto, passarela que interliga os blocos, praça de convivência, paredes cobertas por vegetação e um completo ecossistema são alguns destaques do projeto.

O grande destaque do edifício, no entanto, são as paredes das fachadas laterais e posterior do prédio. As estruturas são duplas e recobertas por uma densa camada vegetal que, como uma pele, respira e cria matéria viva. Toda a vegetação é alimentada por uma rede vertical de delgados tubos metálicos que carrega água e adubo líquido e, na hora certa, libera o necessário ao crescimento das espécies cuidadosamente escolhidas por um especialista.

O Harmonia 57 ainda possui outra rede hidráulica que transporta a água da chuva coletada na cobertura permeável até o sistema de tratamento e reutilização de água, que devolve água pura para a irrigação do edifício e consumo interno. Segundo os arquitetos, o objetivo desses sistemas não era criar um edifício ecológico, e sim uma estrutura “viva”, que se transformasse ao longo do tempo.

Divulgação: Nelson Kohn

Outros vencedores

Divulgação: Zumtobel

California Academy of Sciences em  São Francisco, EUA, autor : Renzo Piano ano 2008

Divulgação: Zumtobel

The High Line em  Nova Iorque, EUA Autor: James Corner Field Operations ano 2009

Para ver post  já publicado no blog, sobre o High Line clique no link abaixo   https://arqbar.wordpress.com/2009/09/08/parque-elevado/

04
Mar
10

vitrahaus

A Vitra,  fabricante suíça de móveis, inaugurou recentemente a Vitrahaus, espécie de showroom composto por 12 “casas” empilhadas. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Herzog e de Meuron, os mesmos arquitetos autores do projeto do  Teatro de Dança e Ópera de São Paulo,  também  conhecido como  “O Palácio da Dança”, que tanta polêmica causou por aqui,  quando foi anunciada  contratação  da dupla.

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O  Vitrahaus, fica na  cidade de Weil am Rhein, divisa entre Alemanha e Suíça. Das 12 casas, cinco estão na base do edifício e as outras sete foram empilhadas uma em cima da outra, de forma irregular e com vistas para sentidos diferentes. A estrutura tem 57 m de comprimento, 54 m de largura e 21,3 m de altura.

A intenção dos arquitetos, é que o projeto ofereça uma vista geral da paisagem e ao mesmo tempo, sirva de vitrine para os produtos da Vitra. Por isso, foram desenvolvidas grandes janelas de vidro que possibilitam a vista para diversas paisagens dos arredores durante o dia e se tornam vitrines brilhantes à noite, chamando a atenção das pessoas que passam pelo local.

O showroom possui ainda um tipo de vão no térreo do edifício, que foi criado entre as cinco casas usadas como base para o empreendimento. Esse espaço funciona tanto como uma área para exposição da coleção do showroom, quanto um espaço ao ar livre para o uso no verão.

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02
Mar
10

sanaa

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Acaba de ser inaugurado  o Rolex Learning Centre –  Escola Federal de  Lausane na Suiça, cujo projeto é do escritório Sanaa, formado pela dupla de arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa . Com dois escritórios em Tóquio, montados em um mesmo edifício, duas equipes trabalham individualmente ou em conjunto, de acordo com a demanda. Desde 1995, eles assinam juntos como SANAA.

Num único volume,  o  edifício tem 20 mil m2 de área construída. Além da biblioteca, possui centro  de  convivência, restaurantes, salas de estudo, e cafés.  O uso não está restrito só aos estudantes, mas  a toda a comunidade.

No ano passado vi  uma exposição dos trabalhos da dupla no Instituto Tomie Ohtake, abordando as relações entre arquitetura e arte. Não conhecia e achei bem interessante.  A maquete deste projeto estava exposta, e foi construÍda com o auxílio dos alunos da FAU USP.

Premiados, receberam o Leão de Outro da Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, em 2004, pelos projetos do Museu do Século 21 de Arte Contemporânea de Kanazawa, Ishikawa, no Japão, e pela ampliação do IVAM (Instituto Valenciano de Arte Moderna), em Valência, Espanha. Desde a fusão, puderam participar, com grande peso, em vários concursos internacionais. Alguns dos projetos premiados também desfilam na mostra, como o Novo Museu de Arte Contemporênea, em Nova York, ou o novo Louvre, em Lens, na França.




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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