Arquivo de Abril, 2010

30
Abr
10

invasão de privacidade

glass concept house 01 MdQKi 22976 How Do You Feel About Living in a Glass Home?

Visualmente  diria que gosto muito, chamaria até de uma escultura funcional. Mas me pergunto se conseguiria ser despojado o suficiente para desfilar lepidamente no aconchego da minha intimidade  entre essas etéreas e diáfanas paredes envidraçadas. Será que não funcionaria melhor para um local de eventos ou  exposições?

Pelo jeito, existe gente bem mais modernex do que eu. Trata-se da dupla de arquitetos italianos  Carlo Santambrogio e Ennio Arosi que projetaram   escadas,  mobiliário e estrutura, garantindo durabilidade e resistência, através de uma técnica de subreposição de vidros.

Essa fixação pelo vidro, já vem desde 2004, quando a dupla desenvolvia mesas de vidro, com mais uma equipe. Já divulgaram que vem por aí outros projetos usando esse material, e que já tem gente interessada.Acho que aquele programa que rola na tv e que por convicções internas me recuso a dizer o nome, vem angariando adeptos.

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glass concept house 03 QQXXu 22976 How Do You Feel About Living in a Glass Home?

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28
Abr
10

circulando…

Circular Walking Bookshelf Circular Walking Bookshelf  by David Garcia

O arquiteto David Garcia,  davidgarciastudio.blogspot.com/ ,  extrapolando todos os limites de criatividade, incentiva dois hábitos absolutamente saudáveis, ler e caminhar. Claro que a estante  Circular Walking Bookshelf, trata-se de uma peça conceitual  e seu visual inusitado lembra um cocar indígena.  Não esqueça, antes de adquirir esta preciosidade nas boas lojas do ramo, você terá que repensar as dimensões da sua casa.

23
Abr
10

uma jovem senhora, ou a lady do cerrado?

Quando me dei conta de  que  havia despencado  neste planeta de expiação, e que era aqui mesmo,  que tinha que me  atracar com minhas mazelas, me aperfeiçoar como ser humano, resolver todas as minhas questões existênciais e carmas que por ventura trouxesse de outras vidas, já ouvia   falar das  suas  curvas sensuais, da sinuosidade de seus pilares, da beleza dos prédios,   e da ousadia da proposta urbanística.  Embora tivéssemos mais ou menos a mesma idade, ela já ostentava  esse perfil de menina, com jeito de mulher.  Brasília,  já nasceu controversa e multifacetada.

Tornou-se rapidamente um ícone, modelo de todas as capas de revista da época. Era sinônimo de elegância e glamour, tudo pelo empenho de um certo Oscar,  seu companheiro Lúcio e o  mescenas JK,  também conhecido como presidente bossa nova, que  num surto de insensatez e criatividade, resolveram criar uma cidade no meio do nada.  Essa “santíssima trindade”  vinha com a missão de dizer  aos gringos  de todo o mundo,  que a capital do Brasil, de uma vez por todas,  não era   Buenos Aires e que se  ainda pensavam que  aqui  vivia um povo  butucudo convivendo  com cobras, no meio da rua, e que  ainda  morava em árvores,  dali para frente, a realidade seria diferente. Agora, não  mais  sairiam de suas casas pendurados em cipós, mas desceriam de  elevador!  A história, pouco a pouco, começava a mudar. As  zarabatanas, tacapes, iam ficando para trás, e esse povo  catapultava-se definitivamente para a era da  modernidade. Foi um divisor de águas.

Hoje, Brasília, é  uma jovem senhora.  Tudo já se falou sobre ela. Amada, criticada e odiada,  continua lá, bela, sensual, cheia de curvas, mas também com muitos defeitos. Que  atire a primeira pedra quem não  os tiver.

As  análises profundas e teóricas, os   longos tratados urbanísticos,  deixo para os críticos, intelectuais e revistas especializadas.  Para não passar em branco, tasco  à minha maneira,  uma  singela homenagem, que aliás vem sendo feita, desde quando comecei a “escrivinhar” neste blog.  É só   ver  a ilustração que está sempre lá no alto da página. Ao invés de fotos,   meu tributo ao arquiteto e sua musa,  vai através de seus   emblemáticos croquis.

Crescemos  juntos, como já disse, temos mais ou mesma mesma idade. Como ela, eu também sou  um  jovem senhor.  Longe de ser  belo, como ela,  com zero de sensualidade,  posso dizer que pelo menos uma coisa temos em comum: os defeitos.

Só para encurtar essa história, continuo aqui, neste bom e velho planeta de expiação,  correndo atrás do prejuízo, tentando justificar aquele bla bla bla lá do começo, lembra?  … me aperfeiçoar como ser humano, resolver meus problemas existências, por aí vai…  Pois então, neste momento, cruzamos nossos caminhos,  hoje, Brasília,  mais mulher do que menina e  eu, mais senhor do que jovem,   procurando as mesmas respostas,  sem encontra-las, obviamente.  Acho que vou continuar farejando, por muito tempo,  enquanto estiver por aqui.  Confesso que   ainda não achei nada de   concreto, coisa que Brasilia tem de sobra.   Desculpem, mais essa foi dura, hein??!

12
Abr
10

em nome do pai do filho…

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A primeira impressão que me causou quando vi a capela projetada pelo escritório Daniel Bonilla Architects , foi  a sutileza, da separação entre o dentro e fora.  Um rito de passagem entre dois mundos: o conhecido e o desconhecido, o material, e o espiritual.  Trata-se da   Porciúncula de la Milagrosa Chapel  em  Bogotá, Colombia que  insere-se  delicadamente  no terreno, com o cuidado de altera-lo o menos possível .

Madeira, aço, vidro e pedra, tudo usado na medida exata. Amém!

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10
Abr
10

brise soleil, um elemento em desuso?

Claro que mesmo quem não é dá área, sabe o que é um Brise Soleil. E se não souber, já sentiu, com certeza,  os efeitos do controle da entrada de luz e calor   que incide dentro das edificações que este dispositivo oferece.

Recurso bastante utilizado pela arquitetura moderna, aliando estética e funcionalidade o Ministério da Educação e Cultura do Rio de janeiro que fez uso dos brises, contribuiu muito para isso .

Podem ser fixos ou móveis e em vários materiais como madeira, concreto, alumínio.

Dois exemplos, construídos em momentos bem diferentes,   mas que apresentam  movimento parecido  ilustram bem o uso deste elemento :  ao lado,  sede da agência Loducca, projetada pelo escritório franco brasileiro, Triptyque, que soube aproveitar de maneira inteligente a sinuosidade e a elegância das curvas da madeira. Abaixo, o nosso bom e velho conhecido edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer,  mestre que sempre soube explorar como ninguém a plasticidade do concreto.    Como sempre, os arquitetos dando sua contribuição criativa na  paisagens das cidades.

As obras da década de 70 e 80, deixaram de utilizar-los, procurando resolver a questão  da luminosidade, ofuscamento e calor, com  vidros constituídos de  algum tipo de proteção solar. Outro motivo, seria o código de obras que faz restrição ao uso de elementos arquitetônicos que avancem fora da fachada do edifício, considerando como área construída, o que leva as incorporadoras a desistir do uso.

Projeto do arquiteto Marcio Kogan em parceria com Suzana Glogowski

Abaixo,  o também conhecido Instituto do Mundo Árabe, projeto do arquiteto Jean Nouvel,  do final dos anos 80. Ele cria um elemento que se baseia num diafragma das câmeras fotográficas, abrindo e fechando de acordo com a intensidade luminosa do exterior, tudo isso controlado mecânicamente com o auxílio de células fotosensíveis.




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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