21
Nov
10

os grandes toques de laurie

Dizem que  morremos tres vezes:

A primeira – quando para o coração;

A segunda –  quando somos enterrados ou cremados;

A terceira –  quando dizem nosso nome pela última vez!

Laurie Anderson

Passei uma tarde surpreendente e agradável, ouvindo, músicas, barulhos e  histórias de Laurie Anderson, no CCBB ( Centro Cultural Banco do Brasil). Literalmente sentindo em meu corpo, a ressonância do seu recado.

Multimídia, vanguarda? Performer? Nada disso, sua vida não cabe em nenhuma dessas caixas. Laurie  Anderson, criou uma categoria para si mesma. Uma categoria definível como um permanente estado de mutação. Sua arte se transforma em diferentes mídias, com a suavidade com que muda o tom ou o modo de ajeitar seus cabelos, arrepiados,  cheios de personalidade. Antes de qualquer definição, Laurie é uma contadora de histórias.

Durante um tempo, não ouvi falar muito sobre ela. Sinceramente, achei que havia virado estátua da “vanguarda” dos 80’s.  Ledo engano. Estava sintonizando suas antenas direcionadas para a transitoriedade.

Saí de lá com a sensação de que as histórias, são as coisas mais permanentes que possuímos…Nos confundimos com nossas histórias. Verdadeiras ou não. Tudo que passa por nós se transforma em histórias. Incorporamos coisas que nem aconteceram, ou será que aconteceram? Isso já nem importa mais. O resto é história.

Senti que Laurie teve uma função nesta tarde:  me embalar na transitoriedade permanente, destinado a nunca chegar, permanecer sempre em deslocamento. Estar vivo. Reiventar minha própria história.  Recomendo

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5 Responses to “os grandes toques de laurie”


  1. 1 Edna
    Novembro 21, 2010 às 3:50 pm

    Grande comentário. Concordo 100%

  2. Novembro 21, 2010 às 7:35 pm

    Causa-me grande e profunda estranheza a programação “cultural” do CCBB, lugar interessante e de estilo arquitetonico antigo da cidade antiga de São Paulo de Piratininga ,justamente no centro velho; atal programação é super retrograda, passadista e de tendencias para talvez provocar algum tipo de estancamento na assimiação do povo que circula por lá, lugar legal para se tomar um cafezinho , mas que insite em apresentar coisas ultrapassadas.
    Quanto a essa artista em particular, a vejo como mais um cancer a enfrentar e vencer com o tempo ao meu lado; enfrento com força de vontade inquebrantavel, disposição, animo, fé que não se curva ao sabor de politicagens nesse sentido que estão vigorando por conta de uma lavagem cerebral produzida pelas esquerdas pos-marxistas nosso pais, aquilo que se pode chamar de esquerdopatia, secundada por agitaççao social do tipo gls , procurando chamar a atenção e dar o poder economico aos seus elementos mais ricos e assim tirar uma fatia do bolo
    Sobre isso há que estar nossa consciencia sob a proteção de todas as forças do bem que nos dá todas as vitorias contra nossos inimigos e desafetos mais insidiosos, faloss , covardes e canalhas.
    Nossas virgens sagradas e esus meninos protetores entre os elementos e simbolos alem de tudo, eternos.
    Vejam nisso sinal a cor da pele dessa mulher , pior a cada dia, tentando subliminar seu estupor e provocar com isso um efeito pop como se fora um Warhol e mais ainda estar em evidencia em desfavor de outros elementos musicais bastante mais contemporaneos e atuais…

    “laurianderson is a flathead”

    O punk nosso de cada dia nos dai hoje e vinde a nós o vosso reino…

  3. 3 Vanda
    Novembro 21, 2010 às 11:38 pm

    Desculpe, mas o comentário acima está com o texto truncado? Não dá para entender as idéias defendidas e a crítica que está sendo feita. Da minha parte, fui ao CCBB e achei bastante instigante a obra da L. Anderson.

  4. 4 Jorge Guedes
    Novembro 22, 2010 às 5:05 pm

    Esta artista sempre me intrigou muito pelo seu trabalho inquieto, diferente. Acho que muitas obras são herméticas, mas pelo que conferí no Banco do Brasil há trabalhos que provocam muita reflexão. Para isto serve a arte, não?

  5. 5 Maria Lucia Dante
    Novembro 22, 2010 às 11:57 pm

    Eu não cogitava ir, mas fiquei curiosa. Vai até quando esta exposição?


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josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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