Arquivo de Março, 2011

28
Mar
11

the pritzker goes to…

E não é que mais uma vez o prêmio  Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura,  bateu  suas asas para Portugal.

Alvaro Siza, conquistou o prêmio em 1992, agora Eduardo Souto de Moura foi escolhido  como  a bola da vez.

O comunicado que anunciou o vencedor veio com as seguintes palavras: (sic) ” A arquitetura de Eduado Souto de Moura, não é óbvia, frívola ou pitoresca. Ela tem inteligência e seriedade. Seu trabalho tem a capacidade de abrigar características opostas, como poder e modéstia: coragem e sutileza; ousadia e simplicidade”.  Depois disso, só posso dizer humildemente, que faço minhas essas palavras.

Estádio Municipal de Braga

Casa Luis Valadas Fernandes

Casas unfamiliares em Ponte de Lima

Casa das Hstórias

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22
Mar
11

comprar livros no teatro, ou rezar na livraria?

A idéia de atribuir outra função a um local com características absolutamente específicas, é um dos grandes baratos da arquitetura . Dois exemplos – o primeiro,  em Buenos Aires, Argentina, cujo projeto do arquiteto Fernando Manzone, adaptou o antigo teatro “Gran Splendid”,  em livraria – a mais importante do país  – EL Ateneo.

Na sequência,  os arquitetos Merkx + Girod,  trocaram velas, crucifixos,  incensos e cânticos religiosos, por livros  e afins, transformando uma antiga igreja domenicana antiquíssima, que estava abandonada há anos, numa simpática livraria,  para I-Pad nenhum vir dar uma de gostoso. Está localizada em Maastricht, na Holanda e atende pelo prosaico nome de Selexyz Dominicanen.

Tanto o palco do  antigo teatro “Gran Splendid”, atual  El Ateneo, quanto o altar da antga igreja – atual  livraria holandesa, foram transformados em bares.

El Ateneo

A igreja antes da transformação

Selexyz Dominicanen.

17
Mar
11

mon oncle, ou por onde andará monsieur hulot?

Reedito este post, originalmente publicado em 25 de maio de 2009,  prestando a minha solidariedade a André Sturm, um dos sócios do Cine Belas Artes. Me chamou a atenção a sintonia entre o  post daquela época,  e o artigo publicado hoje, por ele, no primeiro caderno do jornal FOLHA DE SÂO PAULO – Tendências/Debates. Para quem já viu, é sempre bom lembrar,  para quem não viu, integre-se a comitiva.

Que cinema e arquitetura sempre foram irmãos siameses, nunca tive dúvidas.  Haja vista  os cenários das grandes produções cinematográficas,  que falam pela força  de  suas  imagens nos transportando na velocidade da luz, para todos  os cantos  do  mundo,  através  de  truques  e efeitos especiais.

Os  cenários  e os seus espaços incríveis,  as locações, as fotografias, enquadramentos, iluminação, elementos de cena. Os atores, a maquiagem, a coreografia pelo set,  sempre me intrigaram,  despertando   curiosidade  e magia. Talvez isso explique um pouco  a minha paixão pela arquitetura e consequentemente pelo cinema.

Uma das mãos que, com certeza, me puxou para dentro do cinema, foi a de Jacques  Tati, no filme Mon Oncle, para mim,  tudo a ver com o tema.  Uma aula  singela de arquitetura e cinema, que revela o dia a dia de uma família moradora de  uma casa modernérrima  e futurista,  às voltas com quinquilharias  automáticas de última geração para a época. O  filme de 1958, cria situações hilárias, tecendo críticas  a sociedade de consumo nascente. Isso se traduz na falha de aparelhos, na falta de traquejo das pessoas no convívio  diário com toda essa parafernália, enfim a inserção de uma  supérflua modernidade    no relacionamento com  seus vizinhos e familiares. Tudo de uma forma sutil, inteligente  inocente, mas com muito humor. Revela ainda a  amizade  e camaradagem do menino com seu  tio, que prefere brincar na rua,  a  usufruir da pseudo modernidade do seu lar.

Vi o filme pela primeira vez, ainda garoto, no Cine Belas Artes,  junto de  um amigo e  sua  mãe,  que  nos apresentou a Jacques Tati, sem saber o impacto que isso teria  sobre  minha vida. Fiquei hipnotizado,  com aquela figura estranha,  encantadora e desengonsada  –  monsieur Holot . Com sua  deselegância discreta , foi um dos responsáveis pela minha pemanência, até hoje,  no escurinho do cinema, tanto que a  tal casa futurista, jamais saiu da tela da minha mente.  Recomendo esse filme,  sempre…cinema,  como a arquitetura, é mesmo fascinante.

16
Mar
11

transgressão?

…Acho que não, apenas uma bem vinda e divertida releitura, prá lá de irreverente e criativa.

Customizar,  dá outro fôlego a uma peça de época,  que muitas vezes, julga-se ultrapassada e sem lugar num ambiente contemporâneo. Acho ainda que o contraste entre as peças é muito bem vindo, pois transmite  personalidade ao interior de qualquer arquitetura. Os autores destas ousadias, são os  designers Jimmie e Martin, estabelecidos em Londres, desde 2004, local  diga-se de passagem, bem receptivo a experimentações.

Sabe que já até me bateu uma “certa inspiração” para customizar um móvel que eu tenho lá em casa.  Já que depois dos últimos nefastos episódios da natureza, dizem que a terra saiu dos eixos, o que nos resta  fazer: BARBARIZAR!

Mais informações, clique em:  jimmiemartin.co.uk


07
Mar
11

se navegar é preciso, sonhar também é preciso

Outros comportamentos,  atitudes pra lá de ousadas  diante de uma nova ótica de encarar a vida, tem se tornado imperativas.

A fila tem andando numa velocidade estonteante quando se fala nos rumos que a arquitetura tem tomado, incorporando novas tecnologias, novas formas de energias, encurtando de forma eficaz, o caminho que o homem faz a séculos para se abrigar das intempéries .

Eco tech,  Eartship – sistemas que lançam mão da reutizalação de água para usos diversos :  irrigação da terra,  manutenção de hortas, higiene pessoal, preparação de alimentos, e por aí vai.  Energia eólica,  reaproveitamento de materiais que aparentemente se tornariam lixo, usados em paredes feitas com garrafas, pneus usados , que contribuem de forma definitiva no conforto térmico, fazendo com que a temperatura se mantenha constante durante todo o ano no interior das edificações. Isso tudo aliado a redução de custos com energia, sem abrir mão do luxo e  conforto. Enfim, um admirável mundo novo  se abrindo a todo instante –  e melhor com inteligência e  aprimoramento,  das técnicas antigas como  a construção em concreto, madeira, aço ou alvenaria,  encaradas de modo mais racional, evitando perdas e gastos desnecessários.

Como diz o poeta   Gil –   “Vamos fugir, deste lugar baby”...  Já é possível viver longe do desvario e da esquisofrenia das grandes metrópoles , encarando a arquitetura como  item de primeira necessidade, ruma a inevitável transformação . Essas residências, estão localizadas em locais fora das  rotas  dos grandes centros, embora relativamente próximas a eles, com a vantagem de poder usufruir de toda a tecnologia e informação disponíveis, sem contudo tornar seu morador um “homem de neanderthal”  montado num elefante branco.

Se estiver a fim de embarcar nessa viagem,  encarar de frente uma mudança radical de direção,   pensando numa nova forma de morar, e de viver, veja entre esses exemplos, qual o número que melhor se adequa  ao seu estilo, se adapta  a sua  personalidade. Se no momento parece impossível, sonhar e navegar nesses novos mares, é preciso.


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Casa em Ayora Espanha    Fran Silvestre Arquitectos

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Casa de madeira em  Seattle projeto     Finne Architects.

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Casa na Finlaândia projeto    Huttunen Lipasti Pakkanen

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Casa na Coreia      Himma Studio
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Casa flutuante em Toronto     floating cottage
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Casa na Grécia    Christina Zerva Architects
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Casa nas montanhas de Portugal
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Casa em San Elena – Colombia    Antonio Sofan
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Casa na Itália   Cittaarchitettura
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Carolina do Norte – EUA       Freelon Group
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Sidney Australia    Tony Owen Partners
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06
Mar
11

irmãs siamesas

O objetivo deste post, é refletir sobre uma  abordagem do arquiteto  Mies Van Der Rohe, que diz o seguinte : ”  Projetar uma peça de moibiliário é tão complexo quanto projetar um edifício ” . A princípio parece até um exagero. mas observe atentamente  a relação que existe entre as duas criações –  a casa projetada pelo escritório Caramel Architekten e a mesa criada pelos designers Stefan JägerDavid Laudert , cujo post intitulado “ Paliteiro”  foi publicado no dia 24/02/11 . A  levada arquitetônica da mesa, tem tudo a ver com a casa – os apoios fora do eixo interferindo de maneira significativa na forma das duas criações, os planos…enfim. Acho que dá até para entender um pouco a preocupação do mestre.

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04
Mar
11

mondrian sempre comparecendo

É impressionante como a obra de Mondrian é inesgotável. É um artista bem presente na arquitetura, moda e o que mais pintar. O que é bom não banaliza.  Apropriou-se das cores de maneira definitiva. Olha  aí a arquitetura japonesa, incorporando de forma lúdica, os toques  do mestre. O projeto é do escritório Emmanuelle Moureaux Architecture + Design.   Piet é Pop ! E por falar em Piet,  da só uma espiada num post lá dos primórdios do blog. https://arqbar.wordpress.com/2009/07/01/piet-o-pop/

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autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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