Arquivo de 17 de Março, 2011

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mon oncle, ou por onde andará monsieur hulot?

Reedito este post, originalmente publicado em 25 de maio de 2009,  prestando a minha solidariedade a André Sturm, um dos sócios do Cine Belas Artes. Me chamou a atenção a sintonia entre o  post daquela época,  e o artigo publicado hoje, por ele, no primeiro caderno do jornal FOLHA DE SÂO PAULO – Tendências/Debates. Para quem já viu, é sempre bom lembrar,  para quem não viu, integre-se a comitiva.

Que cinema e arquitetura sempre foram irmãos siameses, nunca tive dúvidas.  Haja vista  os cenários das grandes produções cinematográficas,  que falam pela força  de  suas  imagens nos transportando na velocidade da luz, para todos  os cantos  do  mundo,  através  de  truques  e efeitos especiais.

Os  cenários  e os seus espaços incríveis,  as locações, as fotografias, enquadramentos, iluminação, elementos de cena. Os atores, a maquiagem, a coreografia pelo set,  sempre me intrigaram,  despertando   curiosidade  e magia. Talvez isso explique um pouco  a minha paixão pela arquitetura e consequentemente pelo cinema.

Uma das mãos que, com certeza, me puxou para dentro do cinema, foi a de Jacques  Tati, no filme Mon Oncle, para mim,  tudo a ver com o tema.  Uma aula  singela de arquitetura e cinema, que revela o dia a dia de uma família moradora de  uma casa modernérrima  e futurista,  às voltas com quinquilharias  automáticas de última geração para a época. O  filme de 1958, cria situações hilárias, tecendo críticas  a sociedade de consumo nascente. Isso se traduz na falha de aparelhos, na falta de traquejo das pessoas no convívio  diário com toda essa parafernália, enfim a inserção de uma  supérflua modernidade    no relacionamento com  seus vizinhos e familiares. Tudo de uma forma sutil, inteligente  inocente, mas com muito humor. Revela ainda a  amizade  e camaradagem do menino com seu  tio, que prefere brincar na rua,  a  usufruir da pseudo modernidade do seu lar.

Vi o filme pela primeira vez, ainda garoto, no Cine Belas Artes,  junto de  um amigo e  sua  mãe,  que  nos apresentou a Jacques Tati, sem saber o impacto que isso teria  sobre  minha vida. Fiquei hipnotizado,  com aquela figura estranha,  encantadora e desengonsada  –  monsieur Holot . Com sua  deselegância discreta , foi um dos responsáveis pela minha pemanência, até hoje,  no escurinho do cinema, tanto que a  tal casa futurista, jamais saiu da tela da minha mente.  Recomendo esse filme,  sempre…cinema,  como a arquitetura, é mesmo fascinante.

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autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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