Arquivo de Junho, 2012

15
Jun
12

apocalypse now

Aqui na Terra, os humanos estão em risco, mas  fingimos que está   tudo bem.

Removo a cada dia o prego no  sapato que insiste em  me pinicar o  pé. Olho no espelho e vejo que o tempo tem passado ao ponto de  nem  me reconhecer. Arrastões. Me pergunto a todo instante  por onde andará o meu   melhor amigo?  O susto com o  filho que foi dormir menino e acordou homem. Sou feliz  ao ir no super mercado.  Apático pago contas, escovo os dentes,  vivo  pequenos dramas cotidianos. Tento ser  bom profissional. Domino a saudade. Entendo que o passado é uma fotografia. Sou um cidadão  acima de qualquer suspeita. Reclamo. Discuto. Me emociono. Entro no cinema e saio com várias questões que se traduzem numa só : Será que estou no caminho certo?   Resolvo problemas prosaicos. Sou um  poço de dúvidas, mas me reservo ao direito de permanecer calado.  Refaço o muro de divisa com o vizinho, que estava prestes a cair. Agora estou tranquilo, porque se o mundo se  acabar, já tenho onde me encostar.

Eu no meio dessa confusão.  Nós, humanos,  numa perigosa rota de colisão com o planeta Terra,  se não garantirmos a sua preservação.

Enquanto não nos dermos conta de que papel amassado tem que ser jogado no lixo,  e que todos tem o direito de sentar num banco de escola e sair com as mínimas noções de educação,  podemos ficar o resto da vida aboletados em platéias sonolentas de RIO+ ad infinitun que não chegaremos a uma conclusão sobre as tão faladas e desgastadas consciência verde. sustentabilidade, salvação do planeta e  blablablablablabla….

Crescemos e nos desenvolvemos. Ok.  Porém a sapiência do  tempo nos mostrou, que  o   conceito de desenvolvimento foi ficando atrelado a    exploração, e  ao  oferecimento de    mais e mais produtos de consumo de bens,  muitas vezes absolutamente desnecessários,  para o enriquecimento de poucos à custa da superexploração da natureza e da marginalização da maioria da humanidade.  Achávamos que os recursos do planeta eram infindáveis e que só estava ali para nos servir.   O  banquete revelou-se   indigesto, A conta ficou pesada. Aprendemos, na lata,  que desenvolvimento irresponsável é suicídio. Estamos, à  duras penas, tentando entender que sustentabilidade é educação. É vida. Continuidade e preservação das espécies com dignidade.

Diante de tanto ataque, o planeta, um animal acuado tem se defendido como pode – tempestades, tsunamis, terremotos. vendavais,  aquecimento global, e por aí vai.

Claro,   com a  discussão aparece a luz, mas não estou vendo esse   tufão –  RIO+20 –  trazendo muita luz.  O que será que vai ficar de tudo isso? Sinceramente não sei. Os países mais poderosos, declinaram ao RSVP,  que lhes foi enviado com tanta pompa e circunstância. Estão  aparvalhados e  perplexos, olhando para os próprios umbigos, mergulhados em profundas crises políticas e economicas.  Convenientemente, neste momento, deram carta branca aos ” em desenvolvimento”  para  discutir   questões ligadas a preservação do planeta. Olha só a nossa responsa !!!.

Não quero ser ”  professorzinho” , sou um péssimo aluno de mim mesmo,  mas antes de pensarmos num desenvolvimento sustentável e verde, para o coletivo,  são necessárias grandes mudanças, só  possíveis através de pequenas revoluções individuais e profundamente íntimas. A simplicidade é o  caminho.  De nada adianta reclamarmos do transito, sentados solitários no volante dos nossos automóveis!  De nada adianta, sair atarantado pelas ruas temendo o fim dos tempos,  se deixamos  a torneira aberta, a luz acessa e mal sabemos o nome do nosso vizinho.  Será que estamos fazendo o melhor por nós mesmos e pelo planeta? Será que sou um ser sustentável? Será que sei a dimensão e a importância dessa palavra?   Antes dos enormes foruns e congressos, pequenas atitudes individuais, podem gerar enormes resultados.

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05
Jun
12

arquitetura que brota do chão

O britânico Cameron Sinclair, fundador da ONG Architecture for Humanity, fala durante evento em Nova York em 2009Cameron Sinclair, criador da ONG, Architecture of  Humanity, que reconstrói áreas, após desastres naturais, está no Brasil, para participar do  Fronteiras do Pensamento, 04/06/2012,  entre um punhado de feras de diversas áreas.

O evento que tem como base o foco na análise da contemporaneidade e perspectivas para o futuro,  está sendo realizado na maravilhosa Sala São Paulo.

Está aberta a discussão sobre o papel da arquitetura na transformação do planeta.  Só lamento que o preço proibitivo da assinatura do pacote para participar do evento,  esteja nas alturas, deixando de fora a presença de mais  profissionais,  arquitetos –  peças chave –   na  discussão de assuntos de tal importância.  Especificamente essa palestra podia ter preços mais acessíveis. Pronto falei!

Defensor dos projetos socialmente conscientes, ele fundou, em 1999,  com a jornalista Kate Stohr, a organização filantrópica Architecture for Humanity quando tinha “somente 24 anos, 700 dólares e um website” . A  ONG é patrocinada por empresas como a Nike, e já tem um projeto para a Associação de moradores da Cohab Adventista l, no Capão Redondo, zona sul de  São Paulo.   O portfólio da ONG , é bastante variado e conta com a expertise de 5.000 arquitetos e designer voluntários,

Tenho acompanhado a trajetória do gajo e acho que tem bastante consistência em seu discurso. Entre outras coisas,  o britânico afirma que a arquitetura tem que inspirar a comunidade e que sem urbanização o projeto “ Minha Casa, Minha Vida” , pode se transformar numa favela .  Precisa de ruas bem traçadas, praças com bom paisagismo e uma série de equipamentos que possam seduzir as pessoas, fazendo com que elas gostem de permanecer e não ser expulsas do local onde  moram  Ufa,  se precisamos consertar as favelas que já existem, imaginem criar mais outras????

Diz ainda que as áreas atingidas por desastres naturais, necessitam de obras mais bonitas e bem acabadas.  Sinclair deixa  uma questão para nós brasileiros : O Brasil tem uma grande escolha dentro de si. Quem ele quer impressionar? Quer erguer  prédios que digam ao mundo quão incrível o Brasil é, ou quer construir obras que mostrem aos próprios brasileiros a sua força? Que responsa hein?  Como estamos num momento em  que o Brasil já não precisa mais provar nada a ninguém,  marco meu “X”  na segunda questão.

Finalizando, ele põe mais uma lenha para queimar na fogueira das vaidades dos arquitetos,   sobre o glamour na arquitetura:   ” A identidade do arquiteto está em crise. Queremos criar valor para a sociedade, ou sair em revistas? Existem muitos arquitetos preocupados em criar impacto. A onda dos arquitetos astros, elevou a conversa, mas trouxe perigos” .

Vai aí uma mostra dos trabalhos realizados pela ONG

05
Jun
12

ora bolas

Dream Downtown Hotel, hotel boutique, cujo projeto de readaptação, foi feito  pelo studio    Handel Architects  no bairro de Chelsea,  New York .

Existia uma outra edificação no local e em 2006, o studio foi contratado, para converter o anexo principal do  antigo edifício no bacanérrimo hotel. Nem é preciso dizer que cumpriu-se o prometido no projeto. É só prestar atenção na fachada em chapas perfuradas de  aço inox, com aberturas circulares que parecem flutuar como bolhas. O conjunto, além de proporcionar diversas nuances de iluminação no interior do hotel,  marca a fachada com um super diferencial, refletindo tudo o que rola a sua frente. As bolas nortearam  a estética do projeto, inclusive  internamente. Ver detalhes no forro do saguão Eu pessoalmente adoro a idéia.

Vale a pena conferir um pouco mais o trabalho deste escritório. É só acessar o site lá em cima, ou ver o bicho de perto quando for dar uma mordida na BIG APPLE.




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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