Archive for the 'arquitetura' Category

13
Mar
13

etéreas coberturas

Foi inaugurada recentemente a primeira obra do plano de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro. O Museu de Arte do Rio (MAR), requalificado pelos arquitetos do escritório Bernardes & Jacobsen, está instalado no Palacete Dom João VI – construído em 1916 e tombado no ano 2000 pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural – , e no prédio de estilo modernista ao lado, onde funcionavam o Hospital da Polícia Civil e o terminal rodoviário Mariano Procópio.

A intersecção entre os dois prédios é feita por meio de duas passarelas translúcidas, e uma cobertura suspensa, que é marca do projeto. A estrutura fluida e leve da cobertura simula a ondulação da superfície da água. Com curvas desenhadas de maneira aleatória – e desníveis de até 1,5 m – a estrutura em concreto armado tem 66 m de comprimento e 25 m de largura, com espessura média de 15 centímetros.

De acordo com os arquitetos Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes, o maior desafio foi unir construções de características distintas que já existiam. “Para cada construção analisamos diferentes níveis de tombamento e preservação”, afirmam.tenue4tenue5tenue6tenue8tenue9

Falando em cobertura invocada, Foster + Partners, projetaram o  Vieux Port Pavilion em  Marseille,  na França.

Um pavilhão  de exposições, aberto, que consiste em  uma simples estrutura de 46 x 22 m, cuja cobertura foi executada em aço inoxidável, com superfície extremamente reflexiva. Um espelho delgado, em grandes dimensões, ligando o porto de Marseille com a cidade. Isso fez com que  a área fosse devolvida  aos pedestres, que agora podem caminhar com segurança,  até a beira da água.

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28
Fev
13

paraísos artificiais

 

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Imagina se um camponês do início do século, se deparasse com uma paisagem dessas.  Apocalipse ou juízo final, no mínimo.

Cada coisa a seu tempo, claro.  Mas se   hoje ainda  é meio estranho você estar em um  prédio de nove andares,  cuja sala de reuniões  tem como vista uma plantação de laranjas, no mesmo pavimento, ou para entrar num auditório, ter que atravessar –  como saguão –  um lindo campo de flores,  imagine naquela época?

Coisas de um futuro distante, filme de ficção? Não! Trata-se do edifício batizado de  Urban Farm,  no centro de Tóquio, projetado pelo estúdio Kono Design, que tem árvores de maracujá e  limão,  como divisórias dos locais de trabalho.

Se você ainda  tiver a sorte, de poder exercer seus talentos profissionais, na tal quitanda vertical, poderá sair,  no final do expediente, ostentando um bom saco de feijão colhido diretamente ao lado de sua “escrivaninha”.

Que o espaço está ficando reduzido nos grandes centros,  isso já virou lugar comum, não há outra alternativa a não ser crescer na vertical – os tais  “paraísos artificiais“. Espero, sinceramente,  que este tipo de edificação, embora bastante interessante inserido num certo contexto, não acabe se tornando uma regra no futuro. Espero também, que o planeta não acabe sendo um enorme edifício com jardins suspensos.

Sei que o ser humano é dotado de uma  capacidade de adaptação incrível,  dizem, inclusive, que ele é  o resultado do meio em que vive.   Pode ser que  daqui há algum tempo,  conviver com essas maravilhas contemporâneas seja lugar comum.   Imagino-me saindo de um elevador  junto com meus netos e vendo -os correr em disparada, no centésimo oitavo andar de um prédio no centro da metrópole em direção a uma praia particular que toma todo o pavimento. Aí sim posso me considerar um home  do futuro.

Sem dúvida,  causa um certo impacto, essa aparente incoerência entre as paisagens – prédios, concreto e natureza .  Que venham os prédios inteligentes, auto suficientes, com elevadores panorâmicos, ecologicamente corretos com imensos campos floridos e árvores frondosas nas alturas,  cafés  e restaurantes charmosos nas coberturas, mas continuo achando que nada substituí o cheiro de terra molhada, a paisagem das montanhas  a liberdade de andar descalço na areia, ou a sensação de receber a luz do sol vinda do próprio astro. Que uma paisagem, não exclua a outra e que ambas possam conviver em harmonia.

A falta de espaço, enquanto provocadora da mudança de suporte da natureza que, sai do chão e vai para as alturas,  já é uma realidade, haja vista o exemplo deste edifício,  ou outros com praças,  jardins, piscinas, pistas de corrida,  a metros e metros do chão.  

Talvez tenha ido um pouco longe, só para concluir que,  no prédio em questão, me agrada mais a fachada externa, do que a paisagem interior,  com todo esse apelo telúrico.

Como já disseram os dinossauros do alto dos paleolíticos anos 80:  “As flores de plástico não morrem” , mas também não tem perfume. Ou será que agora já  tem?

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  (Foto: funcionários do Grupo Pasona)

28
Set
12

te conheço de algum lugar

A globalização, sem dúvida é muito bem vinda. Necessária.

Sou um cidadão  urbano, adoro a metrópole esse seu toque cosmopolita. Gosto de  usufruir de suas benesses,  mas as vezes a sensação que  tenho, é  a de que fizeram uma xerox e repassaram para todas as paisagens ao redor do planeta.  Tudo está ficando com a mesma cara. O sósia da cópia. Roupas, mobiliário, lugares, lojas, prédios, casas e…até as pessoas!

Lembro-me que quando criança, estudava na escola, os povos, os países,  seus hábitos, os lugares pitorescos, seus usos e costumes. Era bacana e muitas vezes, até esquisito, constatar a diversidade que rolava pelo mundo. Hoje, acho que este capítulo deve ter sido abolido do currículo escolar . Todos vestem as mesmas roupas, frequentam os mesmos lugares, que por sua vez,  são bem parecidos entre si.  Conversam sobre os mesmos assuntos, almejam as mesmas coisas…Se soltarem alguém num Shopping Center,  então, pode ser aqui, ali ou em qualquer lugar. Quanto mais iguais, mais sensação de segurança.  Aliás as lojas e os cinemas de rua, estão cada vez mais raros . As calçadas são estreitas. As ruas estão vazias.  Mas esse é um outro assunto que esbarra em  questões mais complexas.

Houve um tempo em que as próprias cidades de um mesmo país, tinham sua  identidade. São Paulo, era diferente de Itu, que era diferente de Campinas que era diferente de Varginha. Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, então nem se fala. Só faltavam falar em  outro idioma. Nostalgia? De modo algum, apenas um tanto assustado com a ” uniformização” !

Este projeto, em Singapura,  feito pelo Studio  ONG&ONG,  muito legal por sinal –  concreto aparente,  madeira, volumetria harmônica, elementos arquitetônicos marcantes, mas  sem querer desmerecer pergunto: Onde está a originalidade?  Poderia ser em Sampa,  Rio de Janeiro , Bogotá, Hong Kong, California,  ou… em qualquer lugar. Acho que já vi algumas variações sobre este tema por aqui mesmo.

Utilizei esta casa como exemplo  na arquitetura, como poderia ter usado qualquer outra obra, ou suporte para ilustrar a minha reflexão  sobre originalidade, quando estive recentemente na Trigésima Bienal Internacional de Arte de São Pulo  e me deparei com a obra do fotografo holandês Hans Eijkelboom.  Ele retrata as ruas de diferentes cidades do mundo identificando padrões  estéticos  para criar suas séries de imagens. Em meio ao caos das ruas, nas grandes cidades, o artista confronta noções de identidade e a relação entre individualidade e coletividade.

Patterns

Um trabalho sensacional, sem dúvida, que deve ser visto com atenção, mas confesso que me deu uma certa angústia em ver na repetição de imagens das fotos, como as pessoas estão perdendo um pouco de sua originalidade. Tudo se repete, as roupas, os adereços.  Dá para identificar,  inclusive, a qual classe social pertencem e a profissão de cada um.

Sei que sou mais um nessa procissão, se bobear pirigas até de  eu aparecer numa foto, mas confesso que saí de lá com essa questão de perda de individualidade, martelando a minha cabeça.

Será que somos mesmo  todos iguais, ou uns são mais iguais do que os outros?

Alguém pode me dizer onde foi parar o charme do mundo? O meu brother aí do outro lado do espelho que diga-se, é a minha cara, está me perguntando isso incessantemente!

10
Ago
12

dentro e fora comunhão perfeita

” Trocas inovadoras de ensino, experiências e aprendizagem ” …É baseado neste contexto que o escritório HPP Architects desenvolveu o projeto da nova biblioteca médica da Universidade Heinrich Heine e da Clínica Universitária de Düsseldorf Alemanha.  A nova biblioteca médica faz parte do Plano Diretor de 2030 para reorganizar o campus universitário.

A dinâmica da fachada, reflete no design de interiores, através de um fluxo aberto  livre e espacialmente generoso. Uma variedade de materiais contemporâneos e superfícies, tais como resina epóxi, várias madeiras, vidro e superfícies plásticas contribuem para uma atmosfera harmoniosa e inspiradora para estudar e trabalhar.

Sutilmente vai aí um recadinho para a nossa tão respeitada, mas também tão desleixada e  sofrida USP. Que tal incorporar a mensagem dos “caboclos alemães“,  dos quais temos bastante referência em termos de organização e reconstrução. Golasso!

08
Ago
12

arquitetura da destruição ou uma árvore por testemunha ?

DEFINITIVAMENTE, não reconheço a minha cidade.

Dizem que São Paulo é feia, poluída e blá blá blá blá.  Narciso acha feio o que não é espelho, mas é aqui que nasci, cresci e tomei tenência na vida.  São Paulo, não tem carinha de menina, mas tenho muito carinho por ela.  São Paulo, é bailarina de todas as danças . Como a mais interessante das mulheres, vai se mostrando aos poucos.  Seduz vagarosamente. Quem for esperto, sucumbe aos seus encantos.

Não tem como passar batido, na frente de mais uma obra destruída. Desta vez a vítima, foi o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, uma das mais completas traduções da arquitetura de Sampa.   Entre outras aberrações,  encapsularam com painéis metálicos, tirando toda a força do antigo prédio  da loja FORMA,  projeto bacanérrimo na av.  cidade jardim, aliás, uma das mais charmosas de São Paulo, que diga-se, também foi destruída. Desculpe mestre Paulo, o sr. não merecia isso. Nós não merecíamos isso.

O  bairro que morei na infância, não existe mais do jeito que o conhecia. Ok, a  cidade é um organismo vivo em constante transformação, porém tenho a impressão, que está sendo redesenhada com linhas equivocadas.  Verticaliza e adensa na velocidade da luz.  A verticalização é necessária  nas grandes cidades, desde que essa transformação obedeça aos  mínimos  critérios  de urbanização, e nunca perca de vista, a peça chave deste tabuleiro – o ser humano.  Por ali,  ruas transformaram-se em estacionamento.  As casas,  em  prédios enormes com faces de Frankenstein. Isso elevou a densidade populacional à estratosfera.  Em terrenos com casas onde moravam cinco ou seis pessoas, hoje mora um contingente pesado,  acotovelando-se  em andares de condomínios em  “estilo mediterrâneo”.  

Barzinhos e prédios residências disputam, numa batalha feroz,  o mesmo palmo de espaço.  Lei de zoneamento? Onde mesmo é que já ouvi falar desse “trem”?  Isso é o que restou do bairro onde  nasci e morei por um bom tempo da minha vida.

O resultado de   empreendimentos que  na maioria das vezes,  só visam lucro,  acaba desabando nas costas de quem ainda quer morar na cidade.   Não levam  em conta, estudos prévios de impacto ambiental  e condições de habitabilidade.   Isso, sem falar na falta de  praças, transporte e outros  equipamentos de lazer, bolsões de estacionamento, aspectos de extrema importância quando se fala em qualidade de vida.

Por  questões  circunstâncias,  tive que voltar  ao tal bairro. Um   domingo. Outubro, época de eleição para a escolha de  um  prefeito para a cidade  em cujo local,  ainda funciona uma escola de freiras com projeto de Rino Levi, em frente  a minha antiga  casa.

Isso desencadeou um flashback, que me fez descer sem medo as corredeiras que  levam ao meu  passado.

Como dizia  Jung, coincidências não existem. Usei toda a minha munição de interrogações, e a única resposta que obtive, foi um convite a viagem.  Entreguei-me como um zumbi,  montei num imenso dinossauro e deixe-me abduzir pelo acaso.

Porque deveria estar ali naquela hora, naquele dia? Serei eu  Nacional Kid, ou um dos três patetas?

Atravessei a rua e num transe hipnótico,  abri um alçapão  que havia deixada fechado há anos naquela calçada.

Com certeza, as respostas de todas as minhas dúvidas, medos, incertezas, aspirações, estavam escritas com letras inseguras nos cadernos de caligrafia que eu abandonara por ali .

De tudo, só restou uma simples árvore, que  encarregou-se  de fazer a conexão. O rito de passagem. A árvore  é a testemunha  da exata localização da  casa – hoje  um muro branco – com portões imensos, cheios de seguranças de um  prédio,  de “alto padrão” que foi erguido em seu lugar.

Abre-se uma enorme holografia . No lugar do muro alto e branco,  cola na minha retina a casa térrea de muro baixo, pedras vermelhas e jardim bem aparado. Uma tarde fria de julho.  Fria mesmo, sem licença poética. Eu, ainda um garoto,  estava sentado à porta quando vi  um funcionário da prefeitura plantando árvores nas calçadas.  Por uma questão de organização, essas árvores seriam plantadas em frente às casas, uma sim, outra não. Desesperado, constatei que minha casa estaria fora e pedi ao funcionário se poderia plantar uma ali.  Ele não só me atendeu,  como  de quebra ainda me convidou para ajudá-lo a plantar.

Entrei correndo e com o coração saindo pela boca, revelei a novidade a minha mãe.  Sabia que isso a deixaria extremamente feliz.  Talvez por isso, até hoje,  os dias frios e sem sol,  me causam uma sensação meio estranha, um misto de melancolia e força.

Nas asas de  Nacional Kid, ficava imaginando poder sobrevoar sua copa, e ver a cidade sobre seus galhos.

Por muito tempo, me senti responsável por aquela joia, aquele presente inestimável.  Plantar uma árvore para um garoto de cidade, equivalia  a  um encontro com o divino.  Achava-me importante,   se eu não estivesse ali naquela hora, com certeza ela não seria plantada ali.

Os anos se passaram, e eu cresci.  Levianamente a esqueci completamente. Tornou-se invisível,  incorporou-se a paisagem, tomando um destino incerto.  Outras questões já me atraiam.

Hoje entendo como foi generosa. Durante anos de esquecimento, resignada, ela guardou essa história para me presentear, talvez boba e piegas para alguns, mas com certeza tatuada no meu DNA.

Continua lá, frondosa!  Bela e viva, como minha mãe, naquela tarde fria, em que contei a ela a novidade. Talvez como esteja ela  hoje, no lugar onde estiver.

A casa já se foi há anos, mas  “minha árvore ”  permanece  lá para quem quiser aprecia-la,  indicando  o marco zero  da minha vida. Fiel,  fincada como uma âncora,  atenta como uma esfinge, guardando um templo que só nós sabemos que existiu.

Realizei ali, um  rito de passagem.  Depois desse encontro, nada foi como antes. Uma fenda me levou para um lugar, que está vivo, numa outra dimensão da minha vida. Entendi finalmente que sou o senhor do meu tempo, transito por ele, como achar melhor.

Será que voltarei lá novamente? Certamente aquela árvore tinha algo a me revelar, talvez aquilo que eu já nem me lembrava mais: a certeza de que um menino que um dia viveu em mim, continua sempre ao meu lado…Que sabe tudo! Que me protege e me puxa para a frente.

Infelizmente, pude constatar que foi uma das poucas que restaram na rua e resistiu ao tempo. As outras? Foram cortadas ou simplesmente não vingaram.  Arrisco um palpite:  talvez não tivessem nada a dizer a  ninguém.

Obtive a confirmação, de que aquela árvore continua sendo especial, para mim. Apesar de estarmos absolutamente distantes,  sei também,  o que devo representar para ela. Quanta generosidade!  Quanto tempo esperou para me chamar ali, e me agradecer? Encontramo-nos e nos agradecemos!

Dizem que temos algo a fazer nesta vida, um caminho a trilhar:   uma árvore, os filhos,  um livro, …

Será que essa é a  ordem correta das coisas?

Será que completarei  a tal trilogia? .  Se isso for verdade:  o  livro completa o ciclo. Esse porém,  só o menino poderá escrever.

Qual a real importância desses acontecimentos?

Será que  isso interessa a alguém a não ser a mim e a minha grande amiga?

Será que o tal  homem que  plantava árvores,  ainda vive?

Se viver, será que ele se lembra de mim? Será que  ele  sabe o impacto que isso teve sobre minha vida?   Certamente  sim… Lembra do Jung : coincidências não existem…menino!

Talvez essa viagem, teve uma razão, aliás, como tudo na vida.    Preparou-me  para responder a minha mais íntima questão existêncial: Quem sou eu?  Acho  que já   posso arriscar e voltar ao começo de tudo:

-SIM,  EU SOU  NACIONAL KID!…  essa, é  a  única  certeza que tenho na vida.

O resto? … Só uma série interminável de perguntas que continuarão fazendo parte de uma  infindável lista !

05
Jun
12

arquitetura que brota do chão

O britânico Cameron Sinclair, fundador da ONG Architecture for Humanity, fala durante evento em Nova York em 2009Cameron Sinclair, criador da ONG, Architecture of  Humanity, que reconstrói áreas, após desastres naturais, está no Brasil, para participar do  Fronteiras do Pensamento, 04/06/2012,  entre um punhado de feras de diversas áreas.

O evento que tem como base o foco na análise da contemporaneidade e perspectivas para o futuro,  está sendo realizado na maravilhosa Sala São Paulo.

Está aberta a discussão sobre o papel da arquitetura na transformação do planeta.  Só lamento que o preço proibitivo da assinatura do pacote para participar do evento,  esteja nas alturas, deixando de fora a presença de mais  profissionais,  arquitetos –  peças chave –   na  discussão de assuntos de tal importância.  Especificamente essa palestra podia ter preços mais acessíveis. Pronto falei!

Defensor dos projetos socialmente conscientes, ele fundou, em 1999,  com a jornalista Kate Stohr, a organização filantrópica Architecture for Humanity quando tinha “somente 24 anos, 700 dólares e um website” . A  ONG é patrocinada por empresas como a Nike, e já tem um projeto para a Associação de moradores da Cohab Adventista l, no Capão Redondo, zona sul de  São Paulo.   O portfólio da ONG , é bastante variado e conta com a expertise de 5.000 arquitetos e designer voluntários,

Tenho acompanhado a trajetória do gajo e acho que tem bastante consistência em seu discurso. Entre outras coisas,  o britânico afirma que a arquitetura tem que inspirar a comunidade e que sem urbanização o projeto “ Minha Casa, Minha Vida” , pode se transformar numa favela .  Precisa de ruas bem traçadas, praças com bom paisagismo e uma série de equipamentos que possam seduzir as pessoas, fazendo com que elas gostem de permanecer e não ser expulsas do local onde  moram  Ufa,  se precisamos consertar as favelas que já existem, imaginem criar mais outras????

Diz ainda que as áreas atingidas por desastres naturais, necessitam de obras mais bonitas e bem acabadas.  Sinclair deixa  uma questão para nós brasileiros : O Brasil tem uma grande escolha dentro de si. Quem ele quer impressionar? Quer erguer  prédios que digam ao mundo quão incrível o Brasil é, ou quer construir obras que mostrem aos próprios brasileiros a sua força? Que responsa hein?  Como estamos num momento em  que o Brasil já não precisa mais provar nada a ninguém,  marco meu “X”  na segunda questão.

Finalizando, ele põe mais uma lenha para queimar na fogueira das vaidades dos arquitetos,   sobre o glamour na arquitetura:   ” A identidade do arquiteto está em crise. Queremos criar valor para a sociedade, ou sair em revistas? Existem muitos arquitetos preocupados em criar impacto. A onda dos arquitetos astros, elevou a conversa, mas trouxe perigos” .

Vai aí uma mostra dos trabalhos realizados pela ONG

05
Jun
12

ora bolas

Dream Downtown Hotel, hotel boutique, cujo projeto de readaptação, foi feito  pelo studio    Handel Architects  no bairro de Chelsea,  New York .

Existia uma outra edificação no local e em 2006, o studio foi contratado, para converter o anexo principal do  antigo edifício no bacanérrimo hotel. Nem é preciso dizer que cumpriu-se o prometido no projeto. É só prestar atenção na fachada em chapas perfuradas de  aço inox, com aberturas circulares que parecem flutuar como bolhas. O conjunto, além de proporcionar diversas nuances de iluminação no interior do hotel,  marca a fachada com um super diferencial, refletindo tudo o que rola a sua frente. As bolas nortearam  a estética do projeto, inclusive  internamente. Ver detalhes no forro do saguão Eu pessoalmente adoro a idéia.

Vale a pena conferir um pouco mais o trabalho deste escritório. É só acessar o site lá em cima, ou ver o bicho de perto quando for dar uma mordida na BIG APPLE.




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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