Archive for the 'arte' Category

30
Jan
13

vetores

Uma flecha  apontada para a esfera circunstancial.

Me leva a algum lugar?

Sim, trouxe-me até aqui.

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29
Fev
12

piet, o pop

Cantavam por aí uma música, que dizia o seguinte: “O PAPA É POP.  Bobagem, só um jogo de palavras.  Principalmente se levarmos em consideração essa última figura em questão, que   não  tem deixado  muito  claro a que veio. Mera figura de decoração!!

Pop mesmo é Piet Mondrian, que imprimiu a força de suas imagens no imaginário do século XX.  Isso  fica comprovado através da perenidade de sua obra, que apesar de estar impressa em toda a sorte de utensílos objetos, vestuário, arquitetura, e o que mais se puder imaginar,  não se desgastou. Muito pelo contrário, se fortaleceu como um imbatível ícone Pop.

Embora ache que o novo é sempre bem vindo,  e   este espaço se constitui no único lugar que eu determino onde nasce o sol,  me dou ao luxo de postar aquilo que  faz meu coração bater com a força de um rio bravo.   Mondrian , claro, não é novidade para ninguém, mas  para mim, desde a primeira vez que colei minha retina em sua obra, já  bateu como novidade .  Sempre me intrigou bastante –  e o que me intriga, me fascina!  Viajo naquelas linhas pretas como se caminhasse pelas ruas  da grande cidade a procura de informação. Sempre encontro alguma.

Vi  no MoMA de NY,  lá por 1995, uma das mais completas mostras de sua obra.  Tive o privilégio de acompanhar, nessa exposição,   sua trajetória, com precisão, desde seus primeiros passos,  na Holanda, onde embarcou na carreira artística, apesar de todas as objeções de sua família, até a chegada em  NY,  absolutamente  seduzido pelo jazz , pela efervescência da metropole, com suas luzes, cores  e movimento.  É impressionante observar  o que norteou sua obra :  a procura da sintese que se   traduziu de forma definitiva  na série   Broadway Boogie-Woogie.

Se tivesse que colocar dentro de um conteiner tudo que fez minha cabeça, até hoje, com certeza, contaria  com o auxílio luxuoso de Piet.

Só para teminar, me lembro que um pouco antes de embarcar  naquela  viagem a NY, li um artigo do saudoso Paulo Francis na   Folha de São Paulo,   arrebatado com a exposição que acabara de ver no MoMA.  Dizia que Mondrian, se confundia com a paisagem de NY.  Entre outras coisas, relatava que ao chegar pela primeira vez na cidade  e  avistar a ilha de Manhattan, “Jamais havia se recuperado daquela paisagem”  e Mondrian tinha muita culpa nessa história.

Humildemente me aproprio das palavras de Francis.

Por essas e outras, entre  Papa e Piet, quem é mais Pop? Minha resposta com certeza nem preciso dizer. E a sua qual é?

29
Fev
12

anish kapoor

Muitos já devem ter ouvido falar em Anish Kapoor, artista indiano, nascido em Bombain, radicado na Inglaterra. Eu confesso que a primeira vez que travei contato com sua obra, foi em 2007, numa exposição chamada  Ascension, no Centro Cultural Banco do Brasil, aqui  em São Paulo. Absolutamente inesquecível, pois  a apartir dali,   entendi qual a sua importância  e   ando sempre na sua cola, para ver o que ele tem  aprontado.  É considerado um dos mais influentes escultores de sua geração, tem 58 anos,  suas instalações/esculturas, de grandes proporções, aproximam-se  bastante da arquitetura.

Quem me integrou a comitiva de Anish e ao  seu universo, foram uns amigos. Sou eternamente grato.  Sem pieguice,  as obras de Kapoor  me  abriram portas e horizones para outras percepções. Grande viagem que me  jogou dentro de uma tridimensionalidade misteriosa e absolutamente intrigante..

A obra Ascension de 2003, que deu nome a tal  exposição no CCBB , uma escultra de fumaça que materializa-se em nossa frente, é uma das coisas mais incríveis que já vi.  Através de alguns pequenos orifícios no piso,  por onde sai  uma fumaça que  é  sugada por um potente ventilador no teto, desenha-se  uma espiral, um cordão prateado e etéreo. Só quem viu o poder impactante daquilo,  sabe do que estou falando.

21
Set
11

clube dos artistas

…” Vastas aplicações para um termo, que somente se faz existir, pelo fato de estar associado a limites…”  É com esse mote que Celso Orsini, meu grande e querido amigo, mais Adriana Rocha, Ana Michaelis, Carlos Camargo, Cris Rocha e Patricia Furlong,  abrem a exposição Territórios sem fronteiras, na galeria CONTRAPONTO, Rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena.

Além da coletiva,  Celso Orsini, que  está numa fase de produção  super intensa, vai fazer uma exposição  individual chamada Instabilidades,  na galeria  mônica filgueiras / eduardo machado, Rua Bela Cintra, 1533 –  com abertura em 13/10/2011. As telas a seguir, fazem parte desta exposição individual, que vai até 05/11/2011.

17
Mar
11

mon oncle, ou por onde andará monsieur hulot?

Reedito este post, originalmente publicado em 25 de maio de 2009,  prestando a minha solidariedade a André Sturm, um dos sócios do Cine Belas Artes. Me chamou a atenção a sintonia entre o  post daquela época,  e o artigo publicado hoje, por ele, no primeiro caderno do jornal FOLHA DE SÂO PAULO – Tendências/Debates. Para quem já viu, é sempre bom lembrar,  para quem não viu, integre-se a comitiva.

Que cinema e arquitetura sempre foram irmãos siameses, nunca tive dúvidas.  Haja vista  os cenários das grandes produções cinematográficas,  que falam pela força  de  suas  imagens nos transportando na velocidade da luz, para todos  os cantos  do  mundo,  através  de  truques  e efeitos especiais.

Os  cenários  e os seus espaços incríveis,  as locações, as fotografias, enquadramentos, iluminação, elementos de cena. Os atores, a maquiagem, a coreografia pelo set,  sempre me intrigaram,  despertando   curiosidade  e magia. Talvez isso explique um pouco  a minha paixão pela arquitetura e consequentemente pelo cinema.

Uma das mãos que, com certeza, me puxou para dentro do cinema, foi a de Jacques  Tati, no filme Mon Oncle, para mim,  tudo a ver com o tema.  Uma aula  singela de arquitetura e cinema, que revela o dia a dia de uma família moradora de  uma casa modernérrima  e futurista,  às voltas com quinquilharias  automáticas de última geração para a época. O  filme de 1958, cria situações hilárias, tecendo críticas  a sociedade de consumo nascente. Isso se traduz na falha de aparelhos, na falta de traquejo das pessoas no convívio  diário com toda essa parafernália, enfim a inserção de uma  supérflua modernidade    no relacionamento com  seus vizinhos e familiares. Tudo de uma forma sutil, inteligente  inocente, mas com muito humor. Revela ainda a  amizade  e camaradagem do menino com seu  tio, que prefere brincar na rua,  a  usufruir da pseudo modernidade do seu lar.

Vi o filme pela primeira vez, ainda garoto, no Cine Belas Artes,  junto de  um amigo e  sua  mãe,  que  nos apresentou a Jacques Tati, sem saber o impacto que isso teria  sobre  minha vida. Fiquei hipnotizado,  com aquela figura estranha,  encantadora e desengonsada  –  monsieur Holot . Com sua  deselegância discreta , foi um dos responsáveis pela minha pemanência, até hoje,  no escurinho do cinema, tanto que a  tal casa futurista, jamais saiu da tela da minha mente.  Recomendo esse filme,  sempre…cinema,  como a arquitetura, é mesmo fascinante.

04
Mar
11

mondrian sempre comparecendo

É impressionante como a obra de Mondrian é inesgotável. É um artista bem presente na arquitetura, moda e o que mais pintar. O que é bom não banaliza.  Apropriou-se das cores de maneira definitiva. Olha  aí a arquitetura japonesa, incorporando de forma lúdica, os toques  do mestre. O projeto é do escritório Emmanuelle Moureaux Architecture + Design.   Piet é Pop ! E por falar em Piet,  da só uma espiada num post lá dos primórdios do blog. https://arqbar.wordpress.com/2009/07/01/piet-o-pop/

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21
Nov
10

os grandes toques de laurie

Dizem que  morremos tres vezes:

A primeira – quando para o coração;

A segunda –  quando somos enterrados ou cremados;

A terceira –  quando dizem nosso nome pela última vez!

Laurie Anderson

Passei uma tarde surpreendente e agradável, ouvindo, músicas, barulhos e  histórias de Laurie Anderson, no CCBB ( Centro Cultural Banco do Brasil). Literalmente sentindo em meu corpo, a ressonância do seu recado.

Multimídia, vanguarda? Performer? Nada disso, sua vida não cabe em nenhuma dessas caixas. Laurie  Anderson, criou uma categoria para si mesma. Uma categoria definível como um permanente estado de mutação. Sua arte se transforma em diferentes mídias, com a suavidade com que muda o tom ou o modo de ajeitar seus cabelos, arrepiados,  cheios de personalidade. Antes de qualquer definição, Laurie é uma contadora de histórias.

Durante um tempo, não ouvi falar muito sobre ela. Sinceramente, achei que havia virado estátua da “vanguarda” dos 80’s.  Ledo engano. Estava sintonizando suas antenas direcionadas para a transitoriedade.

Saí de lá com a sensação de que as histórias, são as coisas mais permanentes que possuímos…Nos confundimos com nossas histórias. Verdadeiras ou não. Tudo que passa por nós se transforma em histórias. Incorporamos coisas que nem aconteceram, ou será que aconteceram? Isso já nem importa mais. O resto é história.

Senti que Laurie teve uma função nesta tarde:  me embalar na transitoriedade permanente, destinado a nunca chegar, permanecer sempre em deslocamento. Estar vivo. Reiventar minha própria história.  Recomendo

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autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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