Archive for the 'matéria' Category

03
Jan
13

quem?

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Ao contrário do que dizem por aí, o grafite, não é a mais baixa forma de arte. Embora seja necessário mentir para a mãe e se esgueirar pela noite, grafitar é, na verdade, uma das mais honestas formas de arte disponíveis. Não existe elitismo ou badalação, o grafite fica exposto nos melhores muros  que a cidade tem a oferecer e ninguém fica de fora por causa do preço do ingresso“. Banksy_7

Um muro, sempre foi o melhor lugar para divulgar meu trabalho“.

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As pessoas que mandam na cidades, não entendem o grafite, porque acham que nada tem o direito de existir, se não gerar lucro, o que torna a opinião delas desprezível“.

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Essas pessoas dizem que o grafite assusta o público e é um símbolo do declínio da sociedade…”banksy5jpg

…”O perigo,  porém, só existe na cabeça de três tipos de indivíduos:  políticos, publicitários e grafiteiros“.

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Quem realmente desfigura nossas cidades, são as empresas que rabiscam anúncios gigantes em prédios e ônibus, tentando fazer com que nos sintamos inadequados, se não compramos seus produtos. Elas acreditam ter o direito de gritar sua mensagem na cara de todo mundo, em qualquer superfície disponível sem que ninguém tenha o direito de resposta…

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“Bem, elas começaram a briga e a parede é a arma escolhida para revidar“.  Banksy

banksycapa

bruno

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10
Out
12

sim, você sempre pode contar com um arquiteto

Executivos imersos em reuniões, profissionais liberais sem tempo para respirar. Donas de casa em trânsito, perdidas entre a saída de um filho do colégio, e a aula de natação de outro prestes a começar. Socialites com hora marcada no cabeleireiro e atrasadas para academia. Jovens bem sucedidos com bala na agulha para fazer grandes negócios, mas paciência zero para encontrar o imóvel dos seus sonhos.

Este tem sido um  cenário bastante presente no universo imobiliário, no qual,  pessoas a procura de um imóvel, mas  sem  traquejo para avaliar as suas reais condições, lançam-se na árdua tarefa de encontrar o tal lugar para morar,  e quem sabe,  reformar deixando-o do jeito que imaginou. Uns morrem na praia, desistem… Outros, desolados, seguram o primeiro abacaxi que lhes cai em mãos, sem saber depois como descasca-lo.  Nem sempre, um mercado abarrotado de ofertas, tem a objetividade em apresentar o imóvel ideal que esteja em sintonia com  as reais necessidades de quem está procurando.

A atuação do arquiteto   pode ser muito bem vinda,  não só na criação de novas obras, mas também servindo como  “para raios” em meio a essa tempestade imobiliária, entre o seu cliente e o corretor.  Como consultor, neste caso, auxilia na seleção  e escolha de imóveis que necessitam de reforma, apresentados pelo corretor, fazendo uma triagem e levando apenas o que possa interessar, sem perda de tempo para os envolvidos. Isso evita dores de cabeça e encurta caminhos. Deve-se ressaltar que o arquiteto não é um corretor imobiliário, e sim um facilitador, que só realiza este trabalho em parceria com seu cliente, se for solicitado. Um corretor é sempre necessário!

Baseado em conhecimentos técnicos específicos de sua área, e  isento do mercado imobiliário, o objetivo do arquiteto, neste caso,  é  somente visitar imóveis que se coadunem às expectativas. Muitas vezes, o arquiteto de confiança do cliente, só é acionado no final do processo, já com o negócio fechado, e sem tempo de alertar, que talvez  aquela não tenha sida a melhor opção. Paciência!

Com faro apurado para detectar o potencial de um  mal dimensionado, escuro e abafado ‘’antes’ e transformá-lo num arejado, bem iluminado, amplo e aconchegante “depois’’, o objetivo, é poupar  o  cliente   de infindáveis via crucis, desgastes e embustes imobiliários.

Para constatar a viabilidade de um provável projeto de reforma, enfatizando  relação custo x benefício,  esses serviços podem abranger desde análise do entorno, investigando possíveis mudanças urbanísticas –   tanto positivas, quanto negativas –   que podem impactar no preço de mercado e  mesmo no futuro do imóvel,   até a avaliação das condições técnicas tais  como: instalações elétricas, hidráulicas; conforto ambiental –  insolação, ventilação e acústica, bem como a  verificação das condições físicas e estruturais para eventuais alterações de espaços, vislumbrando as várias possibilidades, para pequenas e grandes reformas

Um  exemplo que ilustra bem a situação, é que muitas vezes, o comprador se encanta com um edifício ou uma residência, até mesmo em função da localização, mas não consegue enxergar  suas reais condições de habitação e ou transformação. No caso de um edifício,  dois apartamentos com a mesma área útil, localizados no mesmo pavimento, mas com orientações diferentes em relação ao sol, acabam sendo absolutamente diferentes entre si. Dependendo da escolha, pode ser uma excelente compra, ou um péssimo negócio. Com certeza, aquele com melhor orientação, que usufrui de melhor iluminação natural, além do valor de mercado superior, propicia melhores condições de habitabilidade e conforto térmico. Em contrapartida, dependendo da estação do ano, pode torna-se impossível viver, no mesmo prédio, porém num imóvel na face oposta –  um lugar escuro, úmido e frio, que não recebe luz direta do sol. Trata-se de uma orientação inadequada, podendo ser frio no inverno e quente no verão – as piores condições para quem vai morar. Em muitos casos, infelizmente, essa realidade só é constatada após o negócio fechado e pior, morando no local.

Essa é apenas uma entre várias situações que podem ser evitadas, com uma simples e isenta orientação profissional. Neste contexto o arquiteto pode contribuir de forma decisiva, evitando inúmeros transtornos, conduzindo e orientando com segurança, uma transação, que pode ser para o comprador, o sonho de uma vida inteira.

15
Jun
12

apocalypse now

Aqui na Terra, os humanos estão em risco, mas  fingimos que está   tudo bem.

Removo a cada dia o prego no  sapato que insiste em  me pinicar o  pé. Olho no espelho e vejo que o tempo tem passado ao ponto de  nem  me reconhecer. Arrastões. Me pergunto a todo instante  por onde andará o meu   melhor amigo?  O susto com o  filho que foi dormir menino e acordou homem. Sou feliz  ao ir no super mercado.  Apático pago contas, escovo os dentes,  vivo  pequenos dramas cotidianos. Tento ser  bom profissional. Domino a saudade. Entendo que o passado é uma fotografia. Sou um cidadão  acima de qualquer suspeita. Reclamo. Discuto. Me emociono. Entro no cinema e saio com várias questões que se traduzem numa só : Será que estou no caminho certo?   Resolvo problemas prosaicos. Sou um  poço de dúvidas, mas me reservo ao direito de permanecer calado.  Refaço o muro de divisa com o vizinho, que estava prestes a cair. Agora estou tranquilo, porque se o mundo se  acabar, já tenho onde me encostar.

Eu no meio dessa confusão.  Nós, humanos,  numa perigosa rota de colisão com o planeta Terra,  se não garantirmos a sua preservação.

Enquanto não nos dermos conta de que papel amassado tem que ser jogado no lixo,  e que todos tem o direito de sentar num banco de escola e sair com as mínimas noções de educação,  podemos ficar o resto da vida aboletados em platéias sonolentas de RIO+ ad infinitun que não chegaremos a uma conclusão sobre as tão faladas e desgastadas consciência verde. sustentabilidade, salvação do planeta e  blablablablablabla….

Crescemos e nos desenvolvemos. Ok.  Porém a sapiência do  tempo nos mostrou, que  o   conceito de desenvolvimento foi ficando atrelado a    exploração, e  ao  oferecimento de    mais e mais produtos de consumo de bens,  muitas vezes absolutamente desnecessários,  para o enriquecimento de poucos à custa da superexploração da natureza e da marginalização da maioria da humanidade.  Achávamos que os recursos do planeta eram infindáveis e que só estava ali para nos servir.   O  banquete revelou-se   indigesto, A conta ficou pesada. Aprendemos, na lata,  que desenvolvimento irresponsável é suicídio. Estamos, à  duras penas, tentando entender que sustentabilidade é educação. É vida. Continuidade e preservação das espécies com dignidade.

Diante de tanto ataque, o planeta, um animal acuado tem se defendido como pode – tempestades, tsunamis, terremotos. vendavais,  aquecimento global, e por aí vai.

Claro,   com a  discussão aparece a luz, mas não estou vendo esse   tufão –  RIO+20 –  trazendo muita luz.  O que será que vai ficar de tudo isso? Sinceramente não sei. Os países mais poderosos, declinaram ao RSVP,  que lhes foi enviado com tanta pompa e circunstância. Estão  aparvalhados e  perplexos, olhando para os próprios umbigos, mergulhados em profundas crises políticas e economicas.  Convenientemente, neste momento, deram carta branca aos ” em desenvolvimento”  para  discutir   questões ligadas a preservação do planeta. Olha só a nossa responsa !!!.

Não quero ser ”  professorzinho” , sou um péssimo aluno de mim mesmo,  mas antes de pensarmos num desenvolvimento sustentável e verde, para o coletivo,  são necessárias grandes mudanças, só  possíveis através de pequenas revoluções individuais e profundamente íntimas. A simplicidade é o  caminho.  De nada adianta reclamarmos do transito, sentados solitários no volante dos nossos automóveis!  De nada adianta, sair atarantado pelas ruas temendo o fim dos tempos,  se deixamos  a torneira aberta, a luz acessa e mal sabemos o nome do nosso vizinho.  Será que estamos fazendo o melhor por nós mesmos e pelo planeta? Será que sou um ser sustentável? Será que sei a dimensão e a importância dessa palavra?   Antes dos enormes foruns e congressos, pequenas atitudes individuais, podem gerar enormes resultados.

05
Jun
12

arquitetura que brota do chão

O britânico Cameron Sinclair, fundador da ONG Architecture for Humanity, fala durante evento em Nova York em 2009Cameron Sinclair, criador da ONG, Architecture of  Humanity, que reconstrói áreas, após desastres naturais, está no Brasil, para participar do  Fronteiras do Pensamento, 04/06/2012,  entre um punhado de feras de diversas áreas.

O evento que tem como base o foco na análise da contemporaneidade e perspectivas para o futuro,  está sendo realizado na maravilhosa Sala São Paulo.

Está aberta a discussão sobre o papel da arquitetura na transformação do planeta.  Só lamento que o preço proibitivo da assinatura do pacote para participar do evento,  esteja nas alturas, deixando de fora a presença de mais  profissionais,  arquitetos –  peças chave –   na  discussão de assuntos de tal importância.  Especificamente essa palestra podia ter preços mais acessíveis. Pronto falei!

Defensor dos projetos socialmente conscientes, ele fundou, em 1999,  com a jornalista Kate Stohr, a organização filantrópica Architecture for Humanity quando tinha “somente 24 anos, 700 dólares e um website” . A  ONG é patrocinada por empresas como a Nike, e já tem um projeto para a Associação de moradores da Cohab Adventista l, no Capão Redondo, zona sul de  São Paulo.   O portfólio da ONG , é bastante variado e conta com a expertise de 5.000 arquitetos e designer voluntários,

Tenho acompanhado a trajetória do gajo e acho que tem bastante consistência em seu discurso. Entre outras coisas,  o britânico afirma que a arquitetura tem que inspirar a comunidade e que sem urbanização o projeto “ Minha Casa, Minha Vida” , pode se transformar numa favela .  Precisa de ruas bem traçadas, praças com bom paisagismo e uma série de equipamentos que possam seduzir as pessoas, fazendo com que elas gostem de permanecer e não ser expulsas do local onde  moram  Ufa,  se precisamos consertar as favelas que já existem, imaginem criar mais outras????

Diz ainda que as áreas atingidas por desastres naturais, necessitam de obras mais bonitas e bem acabadas.  Sinclair deixa  uma questão para nós brasileiros : O Brasil tem uma grande escolha dentro de si. Quem ele quer impressionar? Quer erguer  prédios que digam ao mundo quão incrível o Brasil é, ou quer construir obras que mostrem aos próprios brasileiros a sua força? Que responsa hein?  Como estamos num momento em  que o Brasil já não precisa mais provar nada a ninguém,  marco meu “X”  na segunda questão.

Finalizando, ele põe mais uma lenha para queimar na fogueira das vaidades dos arquitetos,   sobre o glamour na arquitetura:   ” A identidade do arquiteto está em crise. Queremos criar valor para a sociedade, ou sair em revistas? Existem muitos arquitetos preocupados em criar impacto. A onda dos arquitetos astros, elevou a conversa, mas trouxe perigos” .

Vai aí uma mostra dos trabalhos realizados pela ONG

02
Maio
12

nenhum homem é uma ilha…

…’Essa é uma  discussão que há anos  bate à nossa porta. Eu, sou um ser social, gosto das pessoas, mas também sou adepto do bom e velho “antes só do que mal acompanhado”.

Vivemos uma  época em que se busca o agito  a todo custo.  Nem que seja uma roubada.  Será que estar só é tão ruim?  Pensando bem, as vezes , a solidão é um achado. Absolutamente necessária, ainda mais quando é por opção.

Construa um espaço para a solidão. Que seja  saudável e companheiro,  sem o   peso da   exclusão. Sem carências.   Um espaço somente seu, nem que for por algumas horas do dia.  Um oásis.  O lado claro da sua  lua.

Podemos nos recolher para “inspirar” e nos jogar na vida para “expirar”.  Bater idéias no nosso liquidificador interno, e devolver ao mundo, com um pouco do nosso olhar.

Fugir do ruído.  Ouvir o barulho do nada. Pegar carona consigo mesmo, desvendando o próprio caminho.  Talvez seja nessa levada que o arquiteto Todd Saunders,   se inspirou para projetar  o  Squish Studio  na ilha do  Fogo , Newfoundland, Canada.  Um lugar para criar!

Para quem solidão é mais e turbilhão é menos, a arquitetura, cria possibilidades,  abre  espaços  para se ouvir a própria voz, para lançar-se em outras atmosferas.  Silêncios benvindos, trazendo novas mensagens.  Se esse é um caminho então o silêncio torna-se o trilho e a criatividade a viagem! Enjoy.

13
Mar
12

o sósia da cópia

Entendo o empenho dos fabricantes, não é fácil colocar novidades  a todo instante no mercado.  A competitividade é feroz.  Porém, a  necessidade  de estar sempre presente nos eventos  resulta em variações sobre o mesmo tema.  Sensação de –  “te conheço de algum lugar”. Sim, há de tudo para todos os gostos e bolsos. Claro tem seu lado bom.

De um ano para outro, admito,  é muito difícil o aparecimento de  novidades avassaladoras. Acho que a última grande sacada  que apareceu e que marcou como um divisor de águas, foram os   porcelanatos amadeirados. Até então tudo o que imitava outra coisa, era absolutamente fake e cafona.  Hoje podemos, com tranquilidade,  substituir madeiras por peças de porcelanato com  aspecto  de demolição, carvalho, peças com resquícios de pintura, enfim toda a gama e tonalidades da madeira, e mais usufruindo do conceito prá lá de batido, mas absolutamente pertinente e bem vindo de “ecologicamente correto” .  O “parece que é mas não é”, entrou definitivamente para a galeria dos atores principais de todas as obras.  Nem fotografei os tais amadeirados,  apesar de aparecerem embaladas em milhares de padrões e texturas,  porque todo mundo já conhece. É só ir em alguma grande loja, que despenca uma peça sobre nossas cabeças.

Minha proposta foi a seguinte: fui andando  na Feira Revestir descompromissadamente, deixando que  a intuição me guiasse naquela  empreitada , jogando luz em tudo o  que refletia no espelho interior.  Bati tudo no meu liquidificador interno, e devolvi com um puco do meu olhar. Para quem não foi na feira,  vai aí um naco do resultado do meu rolê.

   

DECA

                

  

16
Ago
11

melancolia e arquitetura

Edward Hopper

Será que alguém moraria numa casa com todas as paredes pintadas de preto, praticamente sem janelas?  Fria,  sem iluminação. Úmida, onde  a acústica embala sons  estridentes, o  cheiro é  de mofo, localizada numa floresta negra e  inóspita?

Um planeta prestes a chocar-se com  a Terra. Fim dos tempos.  Um encontro com o nosso lado escuro.  Silêncio amordaçador, tristeza profunda ligada a um sentimento de imenso vazio existencial.  Um gosto de  finitude humana, solidão! Medo…Desinteresse por tudo e todos. Apatia,  sem saber direito o porquê dos acontecimentos, e qual o  sentido da vida…

Unindo as imagens,  da casa descrita, com o estado de espírito, acima,  chego mais uma vez a conclusão de  que a arquitetura tem poder! Sim,  tem o poder de construir emoções. Construir e desconstruir sensações. Ir ao fundo dos fundos e voltar potencializada e exuberante. Assim é arquitetura, assim é o ser humano.

O  filme Melancolia de Lars Von Trier, me deixou duas questões : Ouvir Maysa lamentando sobre os cotovelos doloridos,  “Meu mundo caiu”, ou Carmem Miranda, dando umas tamancadas num gajo em   “E o mundo não se acabou ” de Assis Valente?  Lembra da letra?  “Beijei a boca de quem não devia,/ Peguei na mão de quem não conhecia/ Dancei um samba em trajes de maiô/  … E o tal do mundo não se acabou ” /.   Na dúvida, opto pela segunda, que, como  conta uma amiga, certa vez foi a uma festa, e no dia seguinte, achou que essa música tinha sido composta  para ela. Genial e alto astral!

Sou otimista e gosto do lado claro da lua.  Portanto posso morar numa casa minimalista que me traga a paz, mas não me leve ao tédio. Uma casa predominantemente clara, arejada, com muita luz natural que até pode ter uma ou outra parede preta, mas  que traga escrita nessas paredes, um pouco da  minha história.  Que seja de cara pra o sol, cheia  de boas energias  e  se  algum planeta perdido entrar em rota de colisão com a  Terra, eu possa abrir todas as janelas, olhar para um vale maravilhoso,  e  só com a força do meu pensamento tria-lo do caminho, com um sonoro XÔ BAIXO ASTRAL.

Tá vendo só, o filme nem é o fim do mundo, e  ainda me deu a mais profunda  certeza de que a arquitetura pode sim mudar a vida de quem quer que seja.  Até a “Melancolia” também tem seu lado de  luz!




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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