Archive for the 'Uncategorized' Category

15
Mar
13

forma+função = ??????

O designer Léo Capote,  usufruindo do auxílio luxuoso de colheres,  martelos e outras traquitanas,  está com exposição na loja MICASA.

Velho conhecido,  tive contato com seu trabalho, na loja Baró+coletivo amor de madre,  e no  Salão de Design São Paulo, realizado na Oca, há uns três anos atrás, no Parque Ibirapuera em São Paulo.

Sem questionar  esteticamente, no mínimo, suas criações são bem curiosas e criativas.  As cadeiras “colher” e “martelo“,  com inusitadas informações,  que não deixam dúvidas sobre o nome das peças, mostram que um segundo olhar, pode encontrar outras funções para objetos fora do seu contexto.  Confesso que quando vi seu trabalho pela primeira vez,  só fui identificar que eram os tais objetos corriqueiros, quando cheguei bem perto  e mais, sentei e posso afirmar que sim,  ambas são extremamente confortáveis.

FORMA + FUNÇÃO = TALENTO. Equação fica totalmente balanceada.

Bololo-Pedreiro-Leo-Capote

leo_3

leoLeo-Capote-cadeira-de-colheres

https://i2.wp.com/inventoryobjects.com/files/gimgs/49_fruteira-p2.jpg

07
Mar
13

intensivão revestir

Uma ou duas novidades, aparecem por ano na Feira Revestir,  onde são mostradas as últimas tendências em acabamentos na arquitetura.

Sim,  é legal dar um rolê por lá, além de ver algumas poucas novidades, encontrar colegas, fornecedores, ver como anda o mercado.

Embora o mercado esteja razoavelmente aquecido,   concordo que  é bem difícil para os fabricantes, colocarem no prazo de um ano, grandes novidades. Acabam surgindo coisas assinadas por Romero Brito, desculpe quem gosta, mas não é muito minha praia. Peruisses, como peças de porcelanato com pingos de ouro, com luzinhas e por aí vai. Variações sobre o mesmo tema.

Deu para perceber  que a feira está com bastante prestígio internacional, dada a quantidade de empresas italianas, alemãs, espanholas, francesas, que estão participando do evento

Como as novidades não são muitas, vai aí um “intensivão,  para quem não puder ou não quiser ir a tal Fashion week da arquitetura, sem esquecer que os modismos e tendências, muitas vezes são legais,  cumprem seu papel, mas também  são passageiros e marcam época comprometendo, em alguns casos,  o projeto.  Bom senso sempre!

Como profissionais, temos que estar conectados com as novidades, sempre bem vindas e necessárias, porém, é bom ficar esperto que  como na   moda, os clássicos jamais erram.

Less is more, não é mesmo, mestre Mies Van der Rohe?  Obrigado pelos ensinamentos.

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23
Nov
12

vai levar ou quer que embrulha?

Amigos arquitetos e   profissionais liberais de outras áreas –  como   a função deste blog, além de por a cara para bater, é também conferir um pouco de utilidade pública,  compartilho  com vocês, uma carta que me vi na obrigação de  enviar para  um  cliente, explicando, pasmém, o porquê da cobrança de honorários na proposta comercial, ao invés de primeiramente, fornecer um lay out, obviamente grátis,  para posteriormente ele avaliar se aceitava ou não a proposta. Como sei que colegas, mutas vezes,  passam pelo mesmo problema, segue abaixo, a mensagem.  

Já disse certa vez, numa outra postagem,   que as pessoas que consomem o nosso trabalho, dividem-se em clientes e fregueses. Clientes, são bacanas, confiam, dividem e porque não dizer também ensinam. Já os fregueses…bem…  

 Caro Sr.

Entendo sua preocupação.  Uma simples proposta contendo valores, é muito incipiente para traduzir o significado de um projeto e o que este irá representar em sua vida.  Porém “infelizmente” é a única maneira  que tenho para iniciar nosso contato profissional.

Como o sr.  diz no seu e-mail, nunca  trabalhou com profissionais de arquitetura.  A partir disso, deixo aqui, algumas colocações:

A função de um  bom projeto, bem como a presença de arquitetos  no acompanhamento dos trabalhos além de assessorar o cliente, entre muitas outras coisas,  é minimizar os custos de obra.

Baseado em minha experiência profissional,  tenho consciência  de que ao iniciar um processo de projeto e obra de arquitetura, estou lidando com sonhos, emoções,  expectativas e também, talvez o mais  importante, as economias. Para nós arquitetos, o resultado deste trabalho, só terá sucesso, quando chegar bem próximo do  sonho do cliente   e melhor ainda, superar suas expectativas.

Quando estabelecemos tal vínculo,  fica claro que ambos- arquiteto e cliente –  terão direitos e deveres. Nosso dever, com certeza, será estar ao seu lado sempre quando precisar, no que diz respeito a projeto e obra.

Passaremos bastante tempo discutindo soluções, apontando caminhos,  jogando luz sobre nossas afinidades, e tentando minimizar nossas   divergências! Muitos desenhos e croquis passarão por essas águas.  Serão selecionados e apresentados,  materiais, técnicas de trabalho e alternativas que julgo adequarem-se ao seu perfil. Por outro lado, não faz parte dos meus princípios profissionais impor nada ao cliente, mesmo porque quem vai ocupar o espaço, é o próprio. Podemos chegar a um denominador comum, sempre apontando prós e contras, porém o resultado final, é sempre a tradução das suas aspirações . Isto é que norteia o meu trabalho. É assim que enxergo arquitetura.

A boa arquitetura, se faz com muita conversa, criatividade, inventividade, inspiração e muita, mas muita transpiração. Ambos os lados precisam se conhecer .

Projeto é um aspecto do trabalho. É sonho.  Obra, é um outro lado da moeda. É concreto. Ela é feita de barulhos e silêncios. Haverão momentos em que parece que nada está acontecendo. Tudo fica parado. Na espera. Em outros, o barulho é quase amedrontador, parece que ela, a obra,  vai se voltar contra a gente. Cabe a nós profissionais, sermos os maestros dessa orquestra equalizando barulhos e silêncios, com harmonia.

Muitas vezes o cliente não tem a exata noção do que são as nuances de uma obra. Seja ela de pequeno, médio ou grande porte. A medida que ela vai se aproximando do final, mais complexa vai ficando, detalhes vão surgindo. Queira-se ou não,  são esses detalhes que responderão por todo o sucesso do trabalho. Desde o primeiro encontro – o  rabisco inicial – até o dia em que tudo estiver concluído. Uma obra mal acabada, faz todo o esforço de um ótimo trabalho, vir por água a baixo. Afinal DEUS está nos detalhes.

Mandei um portfólio, que dá uma  pequena noção do meu  trabalho, mas sei que isso não é tudo, cada caso é um caso e sempre novas soluções aparecem . Posso dizer, que os primeiros desenhos, serão a base sólida,  de todo o trabalho que virá pela frente .

Levando isto tudo em consideração, posso  dizer que um simples lay out junto com uma proposta comercial, sem nenhum vinculo profissional, seria muito pouco para avaliar até onde o trabalho pode chegar. Mesmo porque a sua expectativa estaria focada somente em um único e primeiro estudo. Nem sempre acerta-se na primeira tentativa, precisa-se de  muita transpiração, como já disse,  muitos desenhos. Um trabalho sem remuneração, não estimula o profissional.

Segundo a proposta   financeira que  enviei ao sr. está escrito o seguinte : Estudo –  “As áreas estarão planejadas e indicadas em planta. As soluções serão discutidas, até que as alternativas propostas agradem ao cliente e se adéquem às suas necessidades. Para isso, serão apresentados tantos estudos quantos forem necessários, até a aprovação final”. Sinceramente, não conseguiria  propor ao sr.  isso, sem nenhum tipo de remuneração.

Desculpe se me alonguei um pouco, mas prefiro ser bem transparente caso venhamos a trabalhar juntos.  Se isso acontecer, fico feliz. Espero que como até agora  tem sido quase que uma regra em minha trajetória, o cliente  se vai com o final dos trabalhos, mas em compensação fica mais um amigo.

Estou a sua disposição para qualquer esclarecimento.

Um grande abraço.

 

06
Jan
12

que paisagem é essa?

” O bom design pode melhorar a vida de quem fizer uso dele” . Foi com esse olhar  que o fotógrafo Julius Shulman, realizou o seu trabalho e  deu vida as fotos dos  projetos de  arquitetos como Frank Lloyd Wright, Mies van der Rohe, e muitos outros mestres. Foi o primeiro fotógrafo a colocar pessoas dentro dos cenários  fotografados, atitude até então inédita, em se tratando de fotos de arquitetura.

Falecido em julho de 2009, é considerado um dos maiores fotógrafos na área. As fotos que concebeu da Case Study House #22, 1960 Los Angeles  ( imagem ao lado)  de Pierre Koenig, e da Kaufmann House (1947, Palm Springs), de Richard J. Neutra, estão entre as mais iconicas imagens de arquitetura do século XX. Ele esteve, também,  em Brasília, pelos idos de 1963,  fotografando a cidade.

Quando criança, aquelas imagens, embora um tanto distantes nas revistas,  me chamavam atenção –  não propriamente  pelo enfoque da arquitetura, pois na época nem me interessava  pelo assunto –  mas pelo cenário clean, com pessoas maravilhosas transitando em salas enormes ou sentadas em sofás pra lá de confortáveis, curtindo a paisagem  do alto das colinas. Aquilo me proporcionava uma sensação extremamente agradável. Achava tudo muito chique. Ficava imaginando sobre o que aquelas pessoas estavam conversando, que tipo de vida levavam … Queria morar numa casa como aquelas e poder brincar com meus carrinhos,  usufruindo daquela modernidade e do visual, tão diferente da minha realidade de casa e  de vida de  classe média brasileira,  onde a   paisagem  mais próxima, era a goiabeira no quintal do meu amigo, na qual até uma casa sobre seus galhos, tentamos construir,  mas a avó dele, deu um jeito de deletar a empreitada.

Kaufmann House (1947, Palm Springs)

Julius Shulman, Portfolio #04 - Case Study House #8

20
Abr
11

ensaio sobre a cegueira

O que ficou para mim,   foi a seguinte pergunta:  Se isto significa o que ela não vê, imagine  então,  o que  ela enxerga?

Pinturas Cegas, essa é a  exposição que a diva Tomie Ohtake está nos “concedendo” , no Instituto que leva o seu nome, no frescor de seus 97 anos. Entre o fim dos anos 50 e início dos 60, ela concebeu esta série de pinturas, com os olhos vendados, abrindo uma janela, para um outro tipo de percepção pictórica.

Confesso  que ao entrar na sala onde estão as obras, rolou um troço esquisito, que senti poucas vezes, ao ver uma exposição. Um tipo de transe que me jogou em outras atmosferas. Não conhecia essas telas.  Apesar de conviver há anos com Tomie, através de uma gravura que tenho em minha sala,  fiquei   extasiado e surpreso!  Tive que trabalhar um  conjunto de músculos totalmente diferentes,  na tentativa de desvendar  aquele universo, para mim, inclassificavel.

Ó, seguinte, quando cê  for lá, deixa a iluminação impecável da exposição,  um show à parte,   te conduzir  nessa viagem.

Segundo Eduardo Constantini, criador do Malba – Museu da Arte Latinoamericano de Buenos Aires –  quando folheava o livro onde estão justamente as Pinturas cegas:

“Se a artista vivesse na Europa ou Estados Unidos, seria mundialmente conhecida”.

Claro, nem precisava dizer.

24
Fev
11

paliteiro

Esta mesa de centro, com certeza eu  colocaria no meu cafofo. Gosto do visual com levada arquitetônica,  planos levemente curvados, varetas de metal, displicentemente dispostas, remetendo a pilares fora do eixo, servindo de apoios …Tem poder!     Designers: Stefan JägerDavid Laudert

22
Jan
11

sophistecated lady

Tenho que admitir uma coisa:  Buenos Aires tem estilo e porte de uma dama sofisticada. Me encanta andar pelas ruas do bairro da Recoleta, com bares e cafés cheios de atitude e charme. Tem vida elegante e pulsante. É possível encontrar velhinhas andando sozinhas no começo da madrugada, vindas dos restaurantes e cafés. Buenos Aires é cinematográfica transpira passionalidade. Tem um mistério noturno. Barulhos e silêncios na medida.

A Recoleta, é a Higienópolis Portenha. Muita semelhança,  ambas tem na sua maioria prédios. A diferença é que lá  eles  não tem grades, como os daqui, e sim halls envidraçados. Entre eles, todo tipo de comércio e serviços, dos mais simples aos mais sofisticados.




autor/proposta

josé luiz leone, arquiteto/designer ARQBAR = BAR : balcão+serviço rápido+amigos+ camaradagem+bate papo+ descontração+ circulação de informações+pessoas+ aprendizado+relacionamentos +parcerias+divulgação de trabalhos+ cumplicidade+novidade+ informação+arte+arquitetura+design

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